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Especial de Dia das Mães: Mães Especiais.

Olá meninas, tudo bem?

Hoje senti uma alegria e uma emoção tão grandes ao ver a nova propaganda de Dia das Mães da Johnson & Johnson, que decidi falar um pouco com vocês sobre as Mães Especiais.

A minha maior realização com essa campanha de mídia da multinacional foi por perceber o quanto evoluímos no quesito inclusão social nas últimas décadas.

Esse é um assunto que me acompanha por toda a minha vida, desde os meus 3 anos e 8 meses de idade, quando o Anjo chamada Flávia chegou nas nossas vidas. Posso afirmar para vocês que muita coisa mudou de lá para cá, e ver aquele bebê fofo e perfeito protagonizando um comercial tão lindo veio para confirmar essa minha constatação.

Quando minha irmã nasceu, há 33 anos atrás praticamente NÃO HAVIA inclusão social. Escolas não aceitavam crianças “especiais” – ela não pôde estudar na mesma escola que eu e minha irmã mais velha. Médicos e outros profissionais da saúde muitas vezes não sabiam nem como lidar com essas crianças – minha mãe ouviu do nosso pediatra que não havia nada a ser feito para estimular o desenvolvimento da minha irmã, que talvez ela nem conseguisse andar ou falar.

A sociedade não estava preparada para conviver com qualquer tipo de diferença. Lembro dos olhares curiosos quando saíamos para passear com Flávia até que alguém perguntava: “O que ela tem?”. Isso porque as famílias que tinham um ente diferente em casa eram desestimuladas a fazer com que ele tivesse uma vida regular. Muitas vezes eles eram literalmente excluídos da sociedade. Lembro com muita tristeza que conheci uma criança na minha infância que tinha um irmão especial que ficava “trancado” no quarto, e a “brincadeira” dela era dizer aos amiguinhos que ele era “filho da empregada”. Nossa, que tristeza senti por todos dessa família.

Lembro também de que a maioria das pessoas desacreditava na capacidade da minha querida irmã. Um dia ficou marcante na minha vida. Estava no shopping com ela, no que costumávamos ir desde pequenas. Eu era adolescente e ela pré adolescente. Ela adorava ir a uma loja de brinquedos, e eu estava fazendo compras em uma perfumaria. Então, combinamos uma hora para nos encontrarmos no “ponto de encontro” tradicional, e ela se foi para o seu destino. Na mesma hora o segurança do shopping veio correndo ao meu encontro e falou: “Moça, aquela menina está saindo sozinha”. Eu disse: “Sim, eu sei, combinamos de nos encontrar daqui a pouco em tal lugar”. Ele não acreditou e ficou visivelmente nervoso. Pois eu lhe convidei a ir no mesmo ponto de encontro na hora marcada para checar. E ele foi. Ao avistar a Flávia chegando, ele ficou até emocionado. Não sabia nem o que falar. Eu pensei: “Mais um que a minha pequena ensinou nessa vida!”

Ensinou sim, pois com toda a sua doçura, todo seu coração livre de maldade, toda a sua superação frente as dificuldades, toda sua alegria em ser quem é, ela ensinou muitos ao redor. E continua ensinando.

Contudo, ver essa campanha publicitária sendo divulgada nos principais veículos de mídia apenas algumas décadas após o nascimento da minha irmã, me faz refletir o quanto conseguimos evoluir enquanto sociedade.

Não vou ser deslumbrada e dizer que todo o preconceito e toda a dificuldade envolvendo as crianças, os jovens e os adultos “especiais” tenha acabado e que vivemos em uma sociedade completamente igualitária. Não. Sei que estamos apenas no início da jornada. Mas pelo menos temos uma jornada. E por isso me sinto profundamente realizada.

Que esse Dia das Mães seja Especial para todas as Mamães, pois todo filho é uma dádiva de Deus.

Beijokas, Denise.

 

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