Saúde da Mulher

Por que é necessário fazer reposição hormonal?

Olá, meninas.

Hoje vou falar sobre um tema que gera muitas dúvidas para as mulheres que entram na menopausa: reposição hormonal, que ainda é tratada com medo e receio. Pra vocês terem uma ideia, há alguns anos, um estudo científico norte-americano foi interrompido porque eles perceberam um aumento no risco de desenvolvimento de câncer de mama.

Antes de tudo, é muito importante que vocês saibam que cada ser é único, e que para algumas mulheres, a gente pode sugerir e recomendar fazer a reposição hormonal com segurança, já para outras mulheres não. Por isso, é muito importante tratar esse caso de forma individualizada. 

Como o hormônio atua no corpo feminino? 

Nós mulheres temos os órgãos produtores de hormônios, sendo que os ovários são os órgãos produtores dos hormônios sexuais, em especial o estrogênio, que é um hormônio principal da mulher e que mantém muitas funções no corpo feminino.

A mulher também tem a progesterona e uma certa quantidade de testosterona, que é um hormônio predominante no homem. Eles garantem a função reprodutiva, tanto gerando a ovulação, quanto a menstruação da mulher mês a mês. 

Uma das suas funções principais é a fecundação, que permite que a mulher gere uma vida, mas eles não agem somente nesse caso específico, mas praticamente em todo o corpo. O hormônio citado também tem um funcionamento cardiovascular, está ligado aos ossos e à disposição. Por isso, tais hormônios têm muitas funções importantes para a saúde plena de todas as mulheres. 

O que acontece com os hormônios na menopausa? 

Quando a mulher chega na menopausa, os ovários deixam de ser produzidos porque o estoque de óvulo do corpo acabou. Como a ovulação não acontece mais, eles não produzem esses hormônios na quantidade que era produzida anteriormente, o que impacta em como as funções do corpo se mantêm ativas e nas melhores condições.

Por isso, quando se fala em reposição hormonal, o objetivo principal é manter e melhorar a qualidade de vida da mulher. Esse hormônio que o seu organismo está deixando de produzir pode ser reposto, com a administração via oral. Na prática, devolve-se o hormônio que o corpo não produz mais. 

Quais sintomas indicam a necessidade de reposição hormonal? 

O sintoma mais comum, temido e famoso entre as mulheres são os populares fogachos: ondas de calor frequentes e acompanhada de suor, especialmente à noite. Mas outros sintomas também pode aparecer, como por exemplo:, 

  • ressecamento vaginal, 
  • depressão e ansiedade,
  • cansaço e perda de disposição,
  • perda da libido e da disposição sexual,
  • alteração do padrão do sono com tendência à insônia, 
  • enfraquecimento dos ossos com tendência à osteoporose,
  • piora dos valores metabólicos, que impactam na alteração do colesterol e da pressão arterial.

Muitas alterações podem aparecer, algumas sintomáticas e outras detectadas a partir dos exames ginecológicos e clínicos de rotina, mas que trazem grandes impactos na qualidade de vida da mulher.

Como é feita a reposição hormonal? 

A reposição é feita a partir do processo de administrar o hormônio necessário para a reposição. Como eu disse, cada mulher é única e o tratamento deve ser indicado apenas após uma avaliação ginecológica completa, com histórico de acompanhamento. 

Em geral, o hormônio reposto é o estrogênio, que é justamente o principal hormônio produzido pelos ovários, que pode ser administrado isoladamente ou em combinação com a progesterona. A decisão de ser isolado ou em combinação vai depender fundamentalmente se a mulher tem o útero ou não, afinal, quem já retirou o útero não precisa desta reposição. 

A testosterona é um hormônio da mesma família do estrogênio, que pode ser usado com muita eficácia no tratamento da reposição hormonal, em especial quando a mulher está se sentindo mais cansada, com menos disposição e com alterações da função sexual. O tipo de hormônio e a dosagem serão definidos na consulta com o seu médico. 

Como é feita a prescrição da reposição hormonal?

A triagem e a avaliação do tratamento adequado é feita a partir da história, do histórico familiar, dos hábitos e resultados dos exames da mulher. Nessa etapa entra a avaliação do profissional, considerando o perfil das mulheres que têm maior risco de desenvolver câncer relacionado ao hormônio e que não poderão receber esse hormônio.

Caso a mulher não possa receber hormônio, mas esteja sofrendo com os sintomas da menopausa, o ginecologista pode recomendar alguns tratamentos alternativos, que envolvem medicações direcionadas ao sintoma. Por exemplo, se a mulher está com sintoma depressivo, é recomendado um antidepressivo ou ansiolítico; se a mulher está com os fogachos, é recomendado usar medicações fitoterápicas.

Além disso, também existe o tratamento com medicamentos à base de hormônio aplicados diretamente na vagina. Também é fundamental que a mulher passe por mudanças no estilo de vida para incluir hábitos saudáveis na rotina. Vale incluir na alimentação itens que ajudem a repor a vitamina D, cálcio e outros itens que ajudem a modular a formação óssea. 

A menopausa pode e tende a ser desconfortável e com sintomas que podem prejudicar a qualidade de vida. Por isso, precisa de uma atenção especial e um direcionamento de tratamento específico para cada mulher. Por isso, ao identificar qualquer sintoma após a menopausa é fundamental se consultar com um ginecologista para encontrar o tratamento ideal.

Separei alguns conteúdos sobre a menopausa:

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Beijokas, Denise.

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