Olá meninas, tudo bem?
Hoje a “Dúvida do Consultório” é sobre um exame que tem o nome bem complicado: HISTEROSSALPINGOGRAFIA. Mas o exame não é tão complicado assim! Rsrsrs.

Este é um exame relativamente antigo, realizado no Brasil desde a década de 60. Mas pouca gente o conhece, pois não trata-se de um exame de rotina, pelo contrário, tem indicação bem específica.
O objetivo da Histerossalpingografia é mostrar por meio de imagem radiográfica – Raio X – a Anatomia do Útero e das Trompas. É o melhor exame de imagem para visualizar as trompas. Geralmente é indicado na suspeita de alguma mal-formação uterina e na investigação de esterilidade conjugal.
A realização do exame exige um preparo anterior: deve ser feito após o período menstrual e antes do período ovulatório, entre os 7º e o 12º dias do ciclo menstrual. Recomenda-se o uso de alguma medicação anti-inflamatória ou anti-espasmódica antes do exame. Também é recomendado esvaziar a bexiga antes do início.
Trata-se de um exame de Raio X com o uso de um Contraste – geralmente a base de Iodo – para melhor delimitar a anatomia dos órgãos em questão. Esse contraste é colocado dentro da Cavidade Uterina, através de um cateter inserido no Colo Uterino. Na sequência, são realizadas algumas fotos radiográficas para avaliar a progressão do contraste no Útero.
Como resultado podemos ter:
- No Útero: o exame pode evidenciar uma forma anatômica normal do útero ou a presença de alguma patologia como miomas, pólipo, septos, malformação da cavidade.
- Nas Trompas: o objetivo principal é avaliar se elas estão pérvias ou obstruídas, o que impediria uma gestação natural. A forma e uma possível patologia, como a hidrossalpinge, também podem ser vistas.
A Histerossalpingografia é um exame específico, que deve ser solicitado e interpretado por um Médico Ginecologista. A realização dele é um pouco incomoda, gerando cólicas na maioria das mulheres, em intensidade variável – o limiar de dor é bastante subjetivo. Mas tende a ser um desconforto rápido.
Você pode realiza-lo tando em laboratórios particulares ou também pelo Sistema Único de Saúde. E, geralmente, não vemos razão para repetir o mesmo, então, se você precisar fazê-lo, guarde para sempre!
Beijokas, Denise.
