Olá, meninas.
Hoje vou falar sobre um tema importante que pode impactar várias mulheres: a cistite de lua de mel. Esse termo é o nome dado a uma inflamação do sistema urinário, que envolve a uretra e a bexiga, e pode evoluir para uma infecção.
Antes de tudo, vou explicar as diferenças entre inflamação e infecção: a inflamação acontece quando há uma agressão a alguma resposta do organismo, o que gera desconforto e pode estar acompanhada ou não por microorganismos; já a infecção possui as mesmas características e inclui obrigatoriamente a presença de vírus e bactérias.
Quais os sintomas da cistite de lua de mel?
Também conhecida como infecção urinária pós sexo, a cistite de lua de mel gera na mulher uma urgência urinária, isto é, a necessidade de ir ao banheiro frequentemente, além de causar escapo de urina, dor ao urinar e sangramento vaginal em alguns casos mais acentuados.
Caso a cistite não seja tratada, a infecção pode subir e evoluir para outros órgãos, causando dores fortes na região lombar e sintomas clínicos mais críticos, como febre e prostração; a infecção também pode descer e evoluir para uma pielonefrite, uma infecção renal causada pelas bactérias que avançam até os rins e os ureteres – dutos que conectam a urina até à bexiga.
O que causa a cistite de lua de mel?
Para começar, anatomicamente falando, nós mulheres temos mais propensão a contrair a cistite que os homens, afinal, a uretra feminina é curta e mais exposta a possíveis processos inflamatórios. Já a uretra masculina é comprida e está posicionada dentro do órgão genital masculino, o que garante maior proteção contra bactérias infecciosas.
Vale destacar que a uretra é o canal que conecta e direciona a urina do interior da bexiga até o fim do sistema urinário, que termina no pênis ou na vulva. Ela compõe o sistema urinário junto com os rins e as demais vias urinárias (ureter e bexiga).
A origem do termo cistite de lua de mel tem relação com o ato sexual que, de fato, pode ocasionar a infecção, considerando que quando a mulher tem relações sexuais com frequência ou troca de parceiros ela pode estar mais exposta e ter maior chance de contrair a cistite.
Isso acontece porque durante a prática sexual é comum acontecer pequenas fissuras na parede vaginal, na região da vulva e próximo a uretra, o que favorece a entrada de microorganismos que podem causar um processo inflamatório infeccioso.
Por isso, caso a mulher não tenha um histórico de vida sexual ativa pode desenvolver a cistite quando faz uma viagem como a lua de mel com seu parceiro (ou em outros períodos de atividade sexual mais intensa), o que gerou o nome popular para a infecção.
Como prevenir a cistite de lua de mel?
A prevenção da cistite de lua de mel pode ser feita através de medidas higiênicas que podem reduzir as possibilidades da infecção acontecer. As dicas são os cuidados básicos: lavar bem a região íntima com o sabonete apropriado e, sempre que possível, higienizar a área após o ato sexual.
Antes de tudo, é fundamental ter relação sexual quando a região íntima estiver lubrificada, pois esse processo garante proteção natural. Vale se atentar ao ressecamento vaginal e a possíveis dificuldades de obter uma boa lubrificação, assim como evitar relações sexuais caso identifique alterações na secreção e odor, além de coceira, prurido ou inchaço na região íntima.
>O que causa mau odor vaginal?
Outro ponto importante é esvaziar a bexiga antes e depois do ato sexual. Isso porque deixar a bexiga cheia por muito tempo é um ato muito prejudicial ao sistema urinário, considerando que o acúmulo de urinas torna-se um meio de cultura de bactérias, que caso não fique armazenada por muito tempo não tende a causar nenhum mal.
Para garantir que essa prática se torne um hábito é fundamental ingerir bastante água, afinal, uma coisa leva a outra: você bebe água e aumenta a frequência de ida ao banheiro, o que colabora para que você tenha uma higiene urinária mais eficaz.
Tais cuidados certamente diminuem as chances de contrair a cistite da lua de mel. No entanto, caso você identifique os sintomas do processo infeccioso é fundamental consultar um médico ginecologista para iniciar o tratamento adequado.
Beijokas, Denise.

