Olá, meninas!
Hoje eu vou falar sobre o ressecamento vaginal, um dos temas que eu recebo mais queixas das minhas pacientes e de quem me acompanha nas redes sociais. Em geral, esse dilema se torna presente na vida das mulheres a partir da menopausa, mas existem situações específicas que também podem gerar o desconforto.
Eu acho esse tema super relevante porque por muito tempo as mulheres não buscavam tratamento ou informações sobre tal desconforto, o que mostra que a cada dia temos conhecido mais o nosso corpo e encontrado novas necessidades.
O que é ressecamento vaginal?
Pra começar, caso você não saiba do que eu estou falando (ainda bem!), a vagina produz uma secreção que a mantém lubrificada. Assim, o local se mantém hidratado com o ciclo natural de umidade e mantém a mulher confortável.
Biologicamente falando, o que faz a vagina se manter hidratada e com a lubrificação adequada é a produção hormonal. Durante a fase reprodutiva da mulher, que possui os ovários funcionando e produzindo os hormônios, a flora vaginal se mantém equilibrada e saudável.
No entanto, quando a produção hormonal está desequilibrada, a hidratação é afetada e desencadeia o ressecamento vaginal. Além de ser muito desconfortável e doloroso, pode provocar algumas doenças, como inflamação na vagina, infecção urinária e até gerar alguns cortes e machucados internos.
O que causa o ressecamento vaginal?
Os casos de ressecamento vaginal costumam acontecer principalmente durante a menopausa, quando a mulher deixa de produzir os seus hormônios naturalmente. Neste período, essa queixa tende a ser progressiva: a partir do momento que a mulher começa a sentir a vagina ressecada, ela pode lidar com o problema por muito tempo e identificar uma piora.
Já para as mulheres que não estão em menopausa, o desconforto pode ser temporário, por diversos fatores e em diferentes momentos da vida:
– Uso de anticoncepcional: o hormônio utilizado no método contraceptivo pode impactar a lubrificação natural da mulher. Isso acontece porque os hormônios alteram o processo do sistema reprodutivo, inibindo parte do processo de hidratação;
– Período menstrual: de acordo com a fase do ciclo menstrual, a mulher pode identificar a vagina mais hidratada ou mais ressecada. Isso acontece porque a produção dos hormônios é cíclica e se adapta às necessidades do sistema reprodutivo feminino;
– Período de amamentação: quando a mulher inicia a amamentação logo após o parto, a produção hormonal está relacionada principalmente à produção do leite. Enquanto isso, o organismo ainda está se adaptando ao processo de ovulação que retorna de forma lenta e gradual, impactando na hidratação interna;
– Tratamento médicos: quando a mulher é submetida a um tipo de intervenção mais agressiva, como por exemplo, a radioterapia ou a quimioterapia, ou realiza alguma cirurgia, pode se deparar com um ressecamento mais severo durante o tratamento e o pós-operatório. Nestes casos, os medicamentos podem impactar na produção do estrogênio, que regula a hidratação da flora vaginal.
Vale relembrar que, na maioria das vezes, o ressecamento vaginal é decorrente de situações fisiológicas e comuns para as mulheres. Assim, não deve ser visto como uma patologia, mas os sintomas precisam ser avaliados e tratados para evitar agravar o problema.
Como tratar o ressecamento vaginal?
É muito fácil tratar o ressecamento vaginal: basta repor parte do que está faltando, ou seja, aumentar a hidratação do local, aplicar o hormônio diretamente na vagina (uso tópico) ou optar pela reposição hormonal. Outra alternativa é usar lubrificantes e hidratantes íntimos para melhorar o desconforto, principalmente durante as relações sexuais.
Lembre-se que ao identificar um dos sintomas, o ideal é agendar uma consulta com seu ginecologista, que irá recomendar o melhor tratamento para o seu caso. No geral, o processo é fácil, rápido e bastante eficaz na melhora das queixas de quem sofre com esse problema.
Separei um conteúdo pra te ajudar sobre o processo de hidratação vaginal:
E por último deixo aqui o link do vídeo sobre o que causa ressecamento vaginal.
Beijokas, Denise.

