Gestante

Sangramento Vaginal no Início da Gestação.

Olá meninas, tudo bem?

Uma situação relativamente frequente (pode acontecer em aproximadamente 20-30% das gestações) no início da gestação, e que com certeza gera bastante preocupação às futuras mamães é o Sangramento Vaginal.

Sangramento Início Gestação. Fonte Foto: Fotolia.
Sangramento Início Gestação.
Fonte Foto: Fotolia.

E realmente ele deve ser cuidadosamente avaliado pois, ao mesmo tempo que pode não ser nada grave, pode também representar que a gestação não vai se desenvolver adequadamente.

Quando o sangramento ocorrer em pequena quantidade, durando poucos dias (de 1 a 3), e não vier acompanhado de outros sintomas, normalmente oferece menor risco. Já um sangramento volumoso, com sangue vivo e/ou coágulos, acompanhado de dor em cólica, distensão abdominal, mal estar geral e sensação de desmaio, é mais preocupante.

De qualquer maneira, em todos os casos de sangramento vaginal orientamos procurar atendimento médico, seja no consultório do médico que lhe acompanha ou em algum serviço de urgência e emergência em obstetrícia.

A avaliação médica vai começar com uma História Clínica, quando o médico vai lhe fazer algumas perguntas como quando começou a sangrar, os sintomas, se fez alguma atividade anteriormente como relação sexual, se já havia o diagnóstico de doenças genitais antes de engravidar e se trata-se de fertilização in vitro. Na sequencia será realizado Exame Clínico para determinação da quantidade do sangramento, sua origem, avaliação do colo uterino e da parede vaginal. Se a gestação tiver mais de 13,14 semanas geralmente já é possível auscultar os Batimentos Cardíacos Fetais nesse momento. Por fim, em se confirmando o sangramento, o médico poderá pedir Exames Complementares para concluir o diagnóstico, sendo o mais comum o Ultrassom Obstétrico Transvaginal.

Como causas do sangramento podemos ter:

  • Nidação: é o sangramento que ocorre quando o embrião se adere à parede uterina;
  • Sangramento do colo uterino: o colo uterino nas gestantes fica mais túrgido, irrigado por sangue e pode facilmente sangrar pós contato por relação sexual, por exame ginecológico ou mesmo sem atrito;
  • Lesões genitais: lesões como verrugas, úlceras, pólipos, miomas podem provocar sangramento;
  • Infecções genitais: doenças infeciosas como candidíase, vaginose bacteriana ou outras podem também provocar sangramento;
  • Ameaça de aborto: nesses podemos ter um sangramento vindo da cavidade uterina, até mesmo a presença de hematoma atrás do saco gestacional, mas há preservação da vitalidade do embrião;
  • Abortamento inevitável: nesses casos temos o sangramento geralmente mais intenso e com cólicas, pois a gestação foi interrompida ou o embrião é inviável e será eliminado;
  • Gravidez ectópica: um caso mais sério quando o embrião fica parado nas trompas uterinas e lá começa a se desenvolver, podendo provocar o rompimento da trompa, sangramento interno na barriga e bastante dor. Na maioria das vezes uma cirurgia tem que ser realizada rapidamente.

O tratamento geralmente vai depender de cada caso. Repouso relativo e abstinência sexual normalmente será orientado pelo seu médico. Nos casos das gestações viáveis, pode ser orientado tratamento específico para a causa do problema, como nos casos de infecção ou lesões genitais, ou medicações a base de progesterona que reduzem o risco de perda. Nos casos de gestações inviáveis pode-se aguardar a resolução naturalmente ou ser necessário procedimento cirúrgico.

Em suma, oriento que sempre que ocorra um sangramento vaginal no início da gestação, procure o seu médico. E se esse sangramento for intenso e acompanhado de dor ou outros sintomas, o faça rapidamente.

Beijokas, Denise.

Mamãe Plena

Dra. Denise Gomes é Médica formada pela PUC Campinas, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição, é especialista em Genitoscopia e Histeroscopia e co-responsável pelo serviço de Pré Natal de Alto Risco do Hospital Municipal do Campo Limpo.

Em paralelo à rotina médica, é mãe de dois filhos e mantém um canal no Youtube chamado Mamãe Plena, que foi criado para compartilhar sua experiência com a maternidade e saúde feminina.

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