Saúde da Mulher

Tipos de corrimento: como saber quando é normal ou uma doença?

Olá, meninas. 

Hoje eu vou falar sobre um tema que impacta a vida de muitas mulheres: tipos de corrimento vaginal. Em geral, a secreção vaginal é normal e faz parte do ciclo reprodutivo da mulher, mas é necessário que o diagnóstico seja dado pelo seu ginecologista após análise clínica. Não à toa, esse é um tema que gera muitas dúvidas e comentários, tanto nas consultas, quanto nas minhas redes sociais. 

Antes de começar, é importante deixar claro que o processo reprodutivo feminino, com uma produção hormonal adequada, inclui a geração do corrimento. Esse desenvolvimento possui algumas funções, como manter o trofismo da vulva da vagina e até favorecer o processo de encontro do espermatozóide com o óvulo. 

Características da secreção vaginal comum

Como a secreção é um elemento que faz parte da fisiologia feminina, ela possui características que variam de acordo com a etapa do ciclo menstrual, a alimentação, os hábitos de exercícios físicos, o vestuário e até com base na estação do ano. Ainda que não seja fácil identificar uma secreção normal, é importante ter em mente que este tipo de corrimento não incomoda com inchaço, vermelhidão, coceira, dor ou odor. 

Durante a etapa ovulatória, a secreção tende a ser transparente, fluida e em grande quantidade. Já no estágio próximo ao período menstrual é comum ser branca, espessa e em pequena quantidade. Mas também há casos em que aparece em tons mais avermelhados por conta da presença de sangue, que pode estar relacionada ao ato sexual, início ou término da menstruação. 

Quem usa métodos anticoncepcionais hormonais pode ter uma alteração na secreção porque o fluxo menstrual não está acontecendo de forma natural. Muitas vezes, em especial no processo de adaptação ao método, quando a mulher faz uso do anticoncepcional fora do período adequado ou não há pausa, a secreção pode aparecer em um tom amarronzado por um longo período de tempo – processo chamado de escape, relacionado ao uso errado do anticoncepcional. 

Características da secreção vaginal infecciosa

Quando o tema é corrimento, a mulher precisa ficar atenta à secreção de processos infecciosos, relacionada a doenças e contaminações via microorganismos. Neste sentido, existem várias características e patologias relacionadas. O tipo que causa sintomas mais desconfortáveis é a infecção fúngica, que causa impactos na região genital como vermelhidão, inchaço, dor e odor. Já a secreção aparece na cor branca, com grande frequência, mais espessa e com pequenos cistos. 

Outro tipo de secreção também relacionada à patologia se apresenta em quantidade menor, mas acompanhada de inchaço, irritação, desconforto durante o ato sexual e, principalmente, um odor muito forte e característico. Nesse caso, o parceiro pode identificar sintomas parecidos, já que o corrimento é causado por bactérias. 

Outra secreção que vale um olhar com atenção apresenta uma configuração mais purulenta, mas que nem sempre é notada de forma espontânea pela mulher. Nesse cenário, o processo de identificação geralmente acontece quando há dor durante a relação sexual ou a partir de sintomas clínicos relacionados à infecção, como febre e mal-estar. Caso contrário, geralmente só é identificada a partir dos exames ginecológicos e costumam estar relacionadas à Doença Inflamatória Pélvica.  

>O que causa mau odor vaginal? 

Qual o tratamento do corrimento e secreção vaginal? 

De maneira geral, a secreção só demanda tratamento quando possuem características relacionadas a uma infecção e, de fato, representam uma doença. Não há um tratamento que abrange todos os tipos de corrimento, assim, é necessário passar por uma avaliação médica. 

Após realizar os exames ginecológicos e diagnosticar a infecção atrelada à secreção, é possível obter o tratamento adequado. Isso porque, caso você use o medicamento errado, além de não tratar o problema você pode piorar os sintomas e desencadear um nível mais complexo de infecção. 

Como eu sempre digo, por esse e vários outros motivos, é tão importante se consultar com o seu ginecologista regularmente e manter os exames de rotina em ordem. Com a rotina de consultas é possível avaliar o grau de desconforto presente no dia-a-dia da mulher, assim como detectar possíveis índices fora do padrão a partir dos resultados dos exames. 

Beijokas, Denise. 

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