Saúde da Mulher

O que é candidíase recorrente?

Olá, meninas. 

Hoje vou falar sobre um tema que incomoda muito as mulheres e precisa ser corretamente diagnosticado e tratado: a candidíase recorrente ou de repetição. A candidíase é o nome dado ao processo inflamatório provocado por um fungo chamado Candida sp., normalmente pela espécie Candida albicans, que está presente normalmente na flora vaginal. 

É importante destacar que ter a presença deste fungo não necessariamente gera uma infecção, mas representa uma situação de desequilíbrio do organismo feminismo – seja por queda de imunidade ou pelo processo de higienização íntima que viabiliza um ambiente propício para o desenvolvimento deste fungo, que evolui até a candidíase. 

Como diagnosticar a candidíase? 

Quando esta infecção acontece com uma frequência de mais de quatro vezes ao ano ou se durante o tratamento e ingestão correta dos medicamentos os sintomas permanecem, o caso é diagnosticado como uma candidíase recorrente.

No entanto, para diagnosticar que os sintomas correspondem de fato à candidíase é fundamental que seja feito um exame ginecológico e a devida avaliação médica. O médico irá analisar as características da vulva e de toda a área vaginal, afinal, estar com coceira na região íntima não é um indicativo integral de candidíase, apesar de ser o principal sintoma. 

Além disso, também pode ser feita uma análise mais detalhada a partir da cultura da secreção vaginal e a pesquisa dos microrganismos e dos tipos de fungo que coexistem na flora vaginal. Esse é um exame relativamente fácil de ser feito, mas deve ser direcionado para um laboratório que faz esta investigação mais completa. 

Quais os sintomas da candidíase?

O sintoma mais comum e que mais direciona a mulher para o ginecologista, de fato, é a coceira – isso porque o fungo gera uma infecção com sensação incômoda na região que causa coceira através da liberação de substâncias químicas pelo organismo. Além disso, em alguns casos nota-se vermelhidão, inchaço, dor durante a relação sexual, pequenas fissuras causadas pelo próprio atrito e a liberação de secreção. 

A secreção possui um perfil bem característico da candidíase, composta de forma abundante e com a presença de alguns pedacinhos que se assemelham à nata de leite (cientificamente conhecidos como grumos). A identificação desta secreção costuma ser feita a partir de exame feito diretamente pelo ginecologista, que a partir dos sintomas e da análise da secreção identifica o problema. 

Qual o tratamento da candidíase? 

Como a candidíase é uma infecção provocada a partir de um fungo, o tratamento indicado é a ingestão oral ou subcutânea de um medicamento antifúngico. A recomendação do remédio ideal, no entanto, deve ser feita com base na classe do fungo que causou a inflamação. 

O tratamento muitas vezes não envolve somente a ingestão da medicação, mas a correção dos fatores de risco que acarretam as infecções recorrentes. Neste processo, o ginecologista deve propor uma dinâmica para rever os hábitos da mulher com relação à alimentação, vestuário, higiene íntima, além de avaliar possíveis impactos na imunidade, como as funções hormonais e presença de vitaminas no organismo.   

Por isso, o tratamento pode ser mantido de médio a longo prazo para que seja possível reorganizar a presença dos microrganismos da flora vaginal e otimizar os hábitos de saúde e comportamentos da mulher para garantir uma imunidade equilibrada. 

É fundamental relembrar que o tratamento não pode ser feito sem indicação médica, ainda que alguns medicamentos antifúngicos estejam disponíveis na farmácia. É muito perigoso fazer um tratamento sem a devida avaliação porque caso você utilize um remédio sem função no momento, o organismo pode desenvolver uma resposta que provoca uma resistência maior ao tratamento. 

Situações que causam a candidíase

Grande parte dos casos de candidíase por repetição acontecem porque o tratamento foi feito com um antifúngico incompatível com a classe de fungos presente na flora vaginal. 

Outra situação que pode causar infecções recorrentes é o status imunológico da mulher, como, por exemplo, quem é portadora de doenças ou utiliza medicamentos que reduzem a imunidade.  

Além disso, situações atípicas e sazonais que impactem na imunidade da mulher também podem impactar na inflamação recorrente, tais como, gestação, alimentação desequilibrada, hábitos higiênicos inadequados ou usar lingeries que abafem a região íntima.

Em menor escala, mas questões emocionais também podem impactar na formação da candidíase recorrente, processo que demanda um tratamento combinado entre o profissional clínico e psicoterapeuta.

Dicas finais 

Fique atenta aos sinais que o corpo dá, consulte o seu médico regularmente e faça os exames de check-up. Como eu sempre digo, o acompanhamento ginecológico é fundamental para diagnosticar infecções e doenças mais graves de forma precoce para um tratamento mais ágil e eficaz. 

Também vale reforçar que é fundamental fazer uma boa higienização da região genital, especialmente durante o fluxo menstrual e após usar o banheiro. Nesse processo, vale lavar a região com água e sabonete íntimo, se possível neutro e sem perfume. A higienização deve ser feita na área externa, com atenção para todos os cantinhos e dobrinhas da sua vagina.   

> Como cuidar da saúde?

Beijokas, Denise. 

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