Olá meninas, tudo bem?
Hoje trago um assunto importante e ainda pouco comentado, até mesmo nas consultas de pré-natal, por uma série de mitos e tabus que carrega: a Sexualidade na Gravidez. Sempre achei importante abordar o assunto, e quando uma amiga do coração me sugeriu o tema, adorei.
A vivência da sexualidade é muito importante para todas as mulheres (estando elas grávidas ou não) assim como para os homens, enfim, para os casais. E na gravidez ela pode sofrer abalos, por isso mesmo tem que ser discutida.
A mulher passa por muitas alterações durante os meses da gestação, físicas, emocionais, hormonais. Com isso, seu apetite sexual pode também sofrer variações. É comum notarmos uma redução da libido principalmente nos meses iniciais pelo excesso de progesterona produzida e em especial naquelas mulheres que estão passando por mal estares como tontura, náuseas, inapetência, sono. Mas, a grande maioria nota até mesmo um aumento do apetite sexual após, muitas vezes ligado à elevação do hormônio GH, conforme a gestação avança. No entanto, desinformação e medo podem inibir esse desejo.
Já o homem não passa por alterações tão visíveis, mas ele também “engravida junto” e não raramente observamos mudanças também envolvendo a sua sexualidade, em especial por receio de agredir seu filho ou sua parceira. A mudança no corpo da mulher pode também gerar desconforto.
Mas, mesmo com tudo isso acontecendo ao casal, é muito importante que o casal continue vivenciando sua sexualidade de maneira plena e satisfatória. Ao contrário do que possa parecer, o sexo mesmo com penetração não machuca o bebê, são muitas camadas de proteção para os pequenos. Pelo contrário, como os bebês sentem o que as mães sentem, a satisfação da mãe pode gerar sentimentos bons aos bebês também.
Para as gestantes, a sexualidade pode trazer muitos benefícios. O carinho e o afeto com o parceiro são importantes em momentos de labilidade emocional. O prazer associado é muito benéfico. O períneo se fortalece durante o ato sexual. Muitas vezes as mulheres sentem-se mais relaxadas para o relacionamento sexual na gestação, pois não tem a preocupação de evitar uma gestação ou de conseguir engravidar, e com isso conseguem vivenciar de maneira mais livre a sua sexualidade.
Pode ser necessária adaptação de posição em virtude do aumento do volume abdominal ou até mesmo pelo desconforto respiratório comum no final da gestação. Mas nada difícil de ser conseguido.
Por fim, vale frisar que em poucos casos o sexo é contra indicado pelos médicos. Geralmente isso ocorre em gestações de risco, como em ameaça de aborto, rotura prematura da bolsa das águas, trabalho de parto prematuro ou uma hipertensão descontrolada. Isso sempre deve ser conversado na consulta médica.
Ah, lembrem-se que logo após o parto a mulher deverá seguir um período de abstinência. Por isso, aproveitem bem durante a gestação!
Beijokas, Denise.


