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Como identificar depressão pós-parto?

Olá, meninas! 

A gente precisa valorizar a vida e hoje vou falar sobre um assunto que remete a uma das situações que influenciam no número de suicídios femininos: a depressão pós-parto. Esse problema atinge várias mulheres que poderiam estar vivenciando plenamente o nascimento de um filho, uma das fases mais alegres da vida. 

Se você ainda não sabe, com frequência as mulheres passam por alterações hormonais  importantes logo após o nascimento dos bebês, que podem influenciar quadros de depressão em diferentes níveis. Em alguns casos, as gestantes podem desenvolver quadros de depressão, alterações de humor e irritabilidade durante a gestação – e esses sintomas podem permanecer ou até piorar após o parto. 

Às vezes somente após o parto, período também conhecido como puerpério, que as mamães começam a manifestar sintomas físicos e emocionais relacionados ao diagnóstico de depressão.

O que pode influenciar na depressão pós-parto? 

Existe um conjunto de fatores que podem desencadear a depressão pós-parto. Durante o puerpério, a mulher passa por um desequilíbrio hormonal muito intenso e súbito, afinal, todos os hormônios que existiam durante a gestação se transformam logo após o parto – e essa alteração hormonal é bastante sentida pelas mulheres. 

Esse é um período em que a vida da mamãe se transforma, principalmente ao ter que encarar a privação do sono. O adulto não está adaptado para dormir poucas horas como um bebê, então a necessidade de ter que acordar para amamentar e cuidar da criança influencia numa péssima qualidade do sono. 

Além disso, a mulher se depara com um senso de responsabilidade muito grande, que pode se aliar a uma sensação de incapacidade maternal. Isso porque, nesse novo momento, a mãe tem que cuidar da vida de um bebê e precisa construir novos hábitos, assim como, em alguns casos, lidar com a falta de apoio familiar, com uma cobrança excessiva e até mesmo com os cenários de uma gravidez não planejada. 

Tudo isso impacta para que a mulher nessa situação se torne muito vulnerável e com frequência desenvolva alterações psíquicas, mais conhecida como depressão pós-parto. 

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Quais os sintomas da depressão pós-parto? 

Blues puerperal 

Existe um quadro, mais leve e de início precoce, que pode-se dizer que até 50% das mulheres vivenciam após o nascimento, chamado de blues puerperal. Isso tende a acontecer logo nos primeiros dias após o parto, com uma duração curta de 15 a 20 dias, e com sintomas mais leves. 

Nessa condição, apesar de lidar com todas essas alterações: choro fácil, irritabilidade e sensação de incapacidade, a mãe preserva o autocuidado e a capacidade de cuidar do bebê. A mulher pode até sentir insegurança, mas segue a rotina de cuidados necessários. Nessa situação, a mulher consegue lidar com os sintomas que costumam ser mais leves, enquanto a sensação melhora com o tempo. 

Nesses casos, o recomendado é que a família e toda a rede de apoio esteja presente e ajude a mãe da melhor maneira possível. Vale fazer visita, entrar em contato por ligação, ajudar nas tarefas do dia-a-dia, cuidar um pouco do bebê e dar um tempo de descanso para  a mãe. Qualquer ajudinha já traz um grande alívio para a mãe. 

Depressão pós-parto 

Quando os sintomas se tornam mais intensos e duradouros, impactando o cuidado que a mãe tem com o bebê e consigo mesma, além de influenciar no relacionamento conjugal, na perda da capacidade de concentração e até relacionado a transtornos alimentares, vale avaliar como o início de uma depressão pós-parto.     

Tal condição pode ser diagnosticada de seis meses a até um ano após o parto. Configura-se como uma situação de longo prazo e que pode impactar em uma depressão duradoura e mais séria. Essa é uma situação que precisa de muito cuidado e da atenção de que não irá se resolver sozinha.

Além de contar com a ajuda de toda a rede de apoio, a mãe pode precisar de tratamento. Pode ser indicado psicoterapia, com psicólogo e grupos de apoio, e ingestão de medicamentos antidepressivos em alguns casos. É fundamental um acompanhamento médico conjunto, que reúna tanto o obstetra, quanto o psicólogo e psiquiatra, além de alguém da rede de apoio presente durante as consultas. 

A depressão pós-parto pode se transformar em uma depressão mais complexa, que pode inclusive influenciar em ideias e tentativas de suicídio, além de estar relacionado aos índices de infanticídio, quando a mãe prejudica a vida do filho. Há casos mais severos, chamados de psicose puerperal, quando a mulher perde a capacidade de cuidar de si e do filho e precisa de um tratamento mais severo que pode evoluir até uma internação. 

Como lidar com a depressão pós-parto? 

Os casos de depressão pós-parto são todos muito importantes e não podem ser negligenciados. Os familiares e a rede de apoio são muito necessários para identificar os sintomas e conduzir a mãe para o acompanhamento médico e o tratamento indicado. 

Todos queremos que a mãe fique feliz com o seu bebê e viva plenamente essa fase, mas às vezes, para que isso aconteça, a mulher precisa sentir que tem uma rede de apoio forte, presente e pronta para ajudar. 

Se você mamãe leu esse texto, se identificou com algum sintoma e sente que está precisando de ajuda, mas não conta com uma rede de apoio, saiba que eu estou aqui para te ajudar. Pode me chamar para conversar pelo Direct do instagram a qualquer momento. 

Estou aqui para te ajudar e vou fazer o melhor que eu puder para que essa fase seja mais leve e você vivenciar a maternidade da melhor maneira. 

Beijokas, Denise. 

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