Olá, meninas.
Hoje vou falar sobre um tema fundamental para as mulheres que pretendem engravidar ou já estão grávidas: a gestação de alto risco. Afinal, existem muitos casos em que as gravidinhas não recebem todas as informações necessárias no tempo certo e podem sofrer complicações durante a gravidez.
A gestação de alto risco se caracteriza como uma gravidez que pode apresentar risco à saúde da mãe (como o desenvolvimento de diabetes e pressão alta) ou à saúde do bebê (como má-formação ou impactos no desenvolvimento do bebê durante os nove meses de gestação). Tais situações podem impactar o parto e até causar consequências graves para a vida futura da mãe e do bebê.
Quais os sintomas da gestação de alto risco?
Em geral, todos os sistemas de saúde dividem as gestações em grupos de baixo e alto risco. No início do acompanhamento pré-natal, as gestantes realizam uma bateria de exames que podem identificar a existência ou predisposição para o desenvolvimento de algumas doenças que podem impactar a gravidez.
Sintomas femininos
Têm maior probabilidade de ter uma gestação de alto risco as mulheres que já possuem alguma doença sistêmica ou metabólica antes da gestação, como pressão alta, diabetes, obesidade, hipo ou hipertireoidismo, ou fazem tratamentos especializados clínicos ou psiquiátricos, como anemia, câncer, convulsões ou infecções nos órgãos.
Outra situação que pode ocasionar uma gestação de alto risco está relacionada aos extremos da idade reprodutiva. Durante a adolescência, algumas meninas mal fazem o acompanhamento do pré-natal, o que impacta na descoberta de sintomas agravantes. Já quando a mulher está perto da menopausa, ela está mais vulnerável a doenças que podem surgir durante a gravidez, como a hipertensão ou diabetes gestacional.
As mulheres que fazem uso frequente de cigarro, bebidas alcoólicas ou entorpecentes já são caracterizadas como uma gestação de alto risco e precisam contar com um atendimento especializado, com todo o suporte necessário.
Sintomas do bebê
As situações relacionadas ao bebê costumam ser identificadas nos exames iniciais do pré-natal, em que podem ser diagnosticadas alterações na morfologia ou malformação do feto, risco de síndrome genética cromossômica, quadros clínicos que impactam no desenvolvimento do bebê e até baixa quantidade produtiva do líquido amniótico.
Qualquer sintoma agravante para o desenvolvimento da gravidez ou que apresente impactos para um nascimento prematuro caracteriza a gestação como de alto risco. As gestações de gêmeos também são classificadas dessa forma, afinal, nesses casos o parto tende a ser feito antes da hora.
Além dos principais casos, existe uma lista de classificação da gestação de alto risco desenvolvida pelo Ministério Público, que aponta os diagnósticos que classificam a gravidez de baixo e alto risco. Mas lembre-se: o diagnóstico deve ser feito pelo obstetra e pela equipe que te acompanha durante o pré-natal.
Quais os cuidados para uma gestação de alto risco?
Quando a mulher apresenta risco durante a gravidez é fundamental que ela participe de um processo pré-natal qualificado, ou seja, seja acompanhada por um obstetra especialista em gestação de alto risco e frequente um serviço de referência com disponibilidade para parto, mais recursos para exames, UTI neonatal e adulto e uma equipe cirúrgica pediátrica.
Quando a gestação é de baixo risco, a mãe não precisa de um serviço especializado, podendo realizar o pré-natal nas unidades básicas de saúde (também com acompanhamento de obstetra) e optar, inclusive, por um parto natural em uma casa de parto.
Dicas finais
É muito importante deixar claro que essa divisão está disponível para todas as mulheres, independente de sua classe social e do uso de sistema público ou particular de saúde. Sim, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece acompanhamento pré-natal para gestação de alto risco – inclusive, eu atuo como obstetra especialista em alguns hospitais públicos e posso afirmar com propriedade que o atendimento é de qualidade.
Também quero deixar claro o quanto a obstetrícia é uma especialidade especial e que me faz participar de um momento muito importante na vida de muitas famílias. Em 95% das vezes, sinto que a missão foi cumprida e encerro o dia muito feliz, mas ainda existem os 5% de casos em que há perdas e desfechos desfavoráveis.
Digo e repito: meu objetivo é compartilhar informação e reforçar a importância do pré-natal para ajudar cada vez mais as mamães a identificar situações agravantes. Em muitos casos não existem sintomas clínicos claros, mas no acompanhamento pré-natal o potencial risco será identificado.
Separei alguns conteúdos que podem tirar as principais dúvidas durante a gestação:
–Como é a primeira consulta de Pré-Natal?
–Quais tipos de ultrassom fazer na gestação?

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Beijokas, Denise.

