Olá, meninas.
Hoje vou falar sobre um tema que ainda gera muitas dúvidas entre as gravidinhas: as fases do parto. Afinal, entender como acontece o trabalho de parto é um tema que gera muita ansiedade para as mamães e papais de primeira viagem, além de ser uma informação importante para diminuir a preocupação com relação ao jeito que o parto está sendo conduzido.
Eu acredito que quando a mãe e o acompanhante têm conhecimento e entendem como funcionam todas as fases do trabalho de parto, é possível vivenciar esse momento de uma forma mais tranquila, plena e satisfatória, da forma que todo nascimento de bebê deveria ser. Por isso, vou explicar de forma detalhada as três principais fases que acontecem durante o trabalho de parto.
Fase 1 – Dilatação
A primeira fase do trabalho de parto é a dilatação, que acontece para que o colo de útero se prepare e dilate até um tamanho suficiente para que um bebê possa passar. Essa etapa pode ser dividida em dois períodos:
-Fase latente: aquele momento em que a mulher começa a sentir as contrações e vai até o hospital, mas o médico aponta que ainda não está na hora. Isso porque é uma etapa que em alguns casos pode demorar bastante tempo, em alguns casos duram dias e em outros apenas algumas horas. Surgem alguns sinais do trabalho de parto, como a perda do tampão mucoso, as contrações, dores lombares e abdominais, mas tendem a ser leves e com longos intervalos.
Essa etapa não indica que o nascimento está prestes a acontecer, mas sim que o corpo da mulher está se preparando para o trabalho de parto. No entanto, caso a gestante sinta algum desses sintomas antes da 37ª semana, vale procurar o seu médico obstetra, pois pode indicar o início de um parto prematuro.
-Fase ativa: aquele momento em que é esperado que a dilatação do colo do útero aconteça de forma periódica, que em geral corresponde a um centímetro de dilatação a cada hora. Nessa fase, as contrações são mais intensas e regulares, e tendem em intervalos de cinco minutos com maior duração da contração. Esse é o momento ideal para procurar a maternidade e começar a acompanhar o aumento da dilatação, que pode durar de três até 14 horas.
Quando a fase ativa começa e a mulher tem até cinco centímetros de dilatação, a dor ainda é suportável, mas à medida que a dilatação aumenta, a contração tende a ser mais duradoura e a dor mais intensa. Nessa fase pode acontecer também a ruptura espontânea da bolsa, quando a gestante nota uma perda de líquido considerável e até mesmo um pouco de sangramento.
Fase 2 – Expulsão
A partir do momento que a mulher alcança dez centímetros de dilatação, acontece a segunda fase do trabalho de parto: a expulsão, quando o bebê começa a pressionar para descer e preencher o espaço até a saída da vagina da mãe. Nessa etapa, a tendência é que a gestante sinta contrações mais longas em intervalos menores, além de sentir esse movimento involuntário do bebê e já começar a fazer força.
Esse momento costuma ser mais rápido, em torno de duas horas, que depende de quantos partos já foram feitos. É muito importante que nessa hora a equipe que está acompanhando dê assistência para que a gestante encontre a melhor posição para ela relaxar e sentir menos desconforto, que pode ser deitada, sentada com apoio e até em pé.
Para estimular o relaxamento também podem ser feitas massagens no períneo e na lombar, além de trabalhar respirações ritmadas que favoreçam o movimento de empurrar o bebê para baixo. O mais importante é encontrar o melhor jeito para estimular o bem-estar da mãe durante o trabalho de parto.
Fase 3 – Dequitação
Após o nascimento do bebê, seguido do primeiro contato com a mãe e do corte do cordão umbilical, acontece a terceira fase do trabalho de parto: a dequitação, quando ocorre a retirada da placenta. Esse é um processo mais rápido e simples, mas a gestante ainda pode sentir alguns sintomas, pois o útero ainda envia os estímulos de contração para que a placenta saia de forma voluntária.
Nesse momento, a equipe acompanha para conduzir a saída e pode administrar algumas medicações que estimulem o movimento de contração do útero, além de avaliar o períneo e verificar se há necessidade de aplicar algum ponto para diminuir a abertura, caso exista alguma fissura.
Após essa fase, o trabalho de parto é concluído e a mãe pode curtir o nascimento do bebê, começar a amamentação e iniciar o seu repouso de forma plena, com a calma e a felicidade que muitas mamães sonham e merecem.

Você quer se planejar para uma boa experiência de Gestação e Parto? Conheça o Gestação Plena, um curso online idealizado para que a sua gestação, seu planejamento, seu parto e sua vivência da maternidade sejam ainda mais completos, com informações fundamentais para esse momento tão especial.
Beijokas, Denise.

