Sabe, o assunto de hoje é muito sério e muito mais comum do que pensamos: a depressão pós parto.
Como a chegada de um bebezinho lindo e super querido é motivo de muita alegria e muitas vezes é o momento mais esperado para as mamães, parece estranho pensar em depressão associada a ele, e por isso mesmo muitos diagnósticos passam despercebidos.
Mas é justamente a novidade da chegada de um serzinho novo, completamente dependente da gente, com necessidades ainda desconhecidas, associado ao extremo cansaço de um parto, das tentativas de amamentar, das noites mal ou não dormidas e de uma alimentação por vezes não adequada, que provocam esses quadros.
Existem, no entanto, alguns graus diferentes do problema.
Entre o segundo e quarto dias após o parto, quase todas as mulheres sentem-se mais sensíveis e cansadas, com uma tristeza sem motivo, chorosas, reflexivas, com um sentimento de incapacidade de cuidar do filho. Em geral esta tristeza é breve e não requer uso de medicamento. O apoio do papai, de familiares e de amigos queridos, além da divisão de tarefas, ajuda bastante a superar essa fase. O entendimento dos primeiros momentos de vida com o bebê e a compreensão dessas dificuldades também são importantes.
No entanto, em casos mais severos ou persistentes, podemos ter o diagnóstico da depressão pós parto, patologia que requer tratamento adequado. Nesses casos geralmente a mamãe sente-se apática, abandona os próprios hábitos e cuidados, não consegue cuidar das necessidades dos bebês, perdem o apetite, deixam de amamentar e podem até mesmo não conseguir levantar da cama rotineiramente. Em situações como essas, não apenas o obstetra mas também um psiquiatra devem ser procurados para o correto tratamento. Terapia e tratamento medicamentoso podem ser associados.
Não temos como ter muita certeza de quais mulheres desenvolverão essa patologia, mas em geral mulheres com histórico pregresso de depressão, que não planejaram a gestação ou que passaram por complicações ao longo da gestação tem chances um pouco maiores, e por isso devem ser observadas mais atentamente.
Então, nada de não valorizar esses momentos difíceis ou tentar dar conta de tudo sozinha. Estamos falando de uma patologia importante, que deve ser valorizada e bem tratada. Afinal, todas nós queremos o máximo de felicidade possível com nossos pequenos, certo?
Beijokas, Denise


