Olá meninas, tudo bem?
Hoje vim trazer um assunto campeão nos consultórios ginecológicos, que consegue abalar as estruturas das mulheres em quase todas as fases de sua vida, principalmente por conceitos distorcidos em relação a ele: o Mioma Uterino.

Eu aposto e ganho como todas as meninas aqui conhecem alguém que tem ou tratou um Mioma ao longo da vida, estou certa? Isso porque o Mioma é o tumor ginecológico mais frequente que há. Sim, ele é um tumor, mas um tumor BENIGNO! Não confundam tumor com câncer. Tumor é toda estrutura sólida que se forma em algum órgão com características celulares diferentes do normal. O câncer é um tipo de tumor, o MALIGNO.
Pois bem, as causas para a formação dos Miomas são múltiplas, dependendo basicamente de fatores genéticos da mulher e de estímulos hormonais para o seu desenvolvimento. Em termos de população geral, é mais comum em mulheres maduras, após os 40 anos de idade, em negras, obesas e mulheres com histórico familiar positivo para a doença.
Ele pode acometer qualquer região do útero: o colo, a musculatura, a cavidade ou a parede externa do órgão. Pode ser único ou serem múltiplos. Podem ter tamanhos variados, desde bem pequenos até lesões bem grandes, com vários centímetros de diâmetro.
Os Miomas podem ser totalmente assintomáticos e serem descobertos em um exame de imagem de rotina, como pelo ultrassom transvaginal, ou podem gerar desconfortos tais como sangramento vaginal aumentado, dor tipo cólica e aumento do volume abdominal.
Apesar de ser uma lesão benigna, o mioma pode sofrer um processo de transformação celular e em raros casos se transformar em um câncer. Por isso é sempre recomendado o acompanhamento ginecológico regular com avaliação clínica e laboratorial.
Por fim, a questão mais polêmica envolvendo os miomas: o tratamento. A maioria das mulheres acredita que o tratamento dos miomas envolve cirurgia de retirada do útero, chamada de Histerectomia. Realmente essa é uma das modalidades terapêuticas, e no passado era muito realizada. Mas hoje em dia ela é feita e poucos casos selecionados, em especial quando ocorre falha de outros tratamentos e muitos sintomas por parte da mulher.
A grande maioria dos casos de mioma não indica tratamento algum, apenas o controle de rotina anual. Geralmente são as lesões únicas, pequenas e assintomáticas.
Outra opção muito comum é de se realizar tratamentos clínicos com hormônios para controlar os sintomas e o crescimento da doença.
Por fim, dependendo do quadro clínico, da localização e do tamanho dos miomas, podem ser indicadas cirurgias para remover somente lesão, chamada de Miomectomia, ou todo o Útero, a Histerectomia.
Então meninas, se vocês receberam o diagnóstico de estar com Mioma Uterino, não se desesperem nem tirem conclusões precipitadas. Procurem seu ginecologista para entenderem bem o caso e o tratamento proposto.
Beijokas, Denise.


Como pode curar este tipo de miomas