Olá meninas, tudo bem?
Hoje vamos falar da Cardiotocografia. Esse nome grande e esquisito representa um exame que praticamente todas as gestantes realizam, ao menos 1 vez, no final da gestação.

O objetivo principal da Cardiotocografia é o de avaliar Vitalidade Fetal, ou seja, avaliar se está tudo bem com o bebê, se ele está recebendo oxigênio suficiente, e não está sofrendo nenhum dano que poderia lhe ser fatal. Ele também contribui para avaliar as contrações e a evolução do trabalho de parto.
Esse é um exame relativamente simples de ser realizado, completamente indolor, normalmente feito nas Maternidades e nos Laboratórios. A gestante deve se posicionar sentada com o dorso levemente elevado, ou deitada também com o dorso elevado ou lateralizada, e o examinador vai posicionar dois eletrodos em seu abdome presos por faixas elásticas. Um dos eletrodos deve registrar os Batimentos Cardíacos Fetais, e o outro a Atividade Uterina. Muitas vezes também é ofertado um controle para a mãe segurar, e ela deve apertá-lo caso ocorra Movimentação Fetal. Todas essas informações são registradas em um Papel Específico por aproximadamente 20 minutos.
Apesar de simples de ser realizado, a interpretação do exame é bastante séria e complexa, e deve ser sempre realizada por um médico especializado na área. São avaliados parâmetros como o valor da frequência cardíaca fetal, a variabilidade dos batimentos, a presença ou não de acelerações transitórias (quando o coração bate acima da frequência por alguns segundos) e a presença ou não de desacelerações (quando o coração bate abaixo da média). Essas informações também são comparadas com o momento das contrações uterinas e das movimentações fetais.
Em alguns casos, quando o bebê estiver “dormindo”, pode ser realizado algum tipo de estímulo para despertá-lo e melhor avaliar o exame. Esse estímulo pode ser sonoro (com uma buzinada no abdome materno), motor (mexendo no bebê) ou ainda pode-se ofertar alimento ou glicose para a mamãe.
A Cardiotocografia é realizada em algumas situações, tais como:
- Em gestações com mais de 40 semanas;
- Durante o trabalho de parto;
- Em gestações de mães portadoras de patologias como Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus;
- Em casos de Trabalho de Parto Prematuro e Rotura da Bolsa das Águas Pré Termo;
- Em qualquer outra situação em que seja necessário avaliar o bem estar fetal, em fetos com no mínimo 28 semanas de gestação.
A frequência com que se realiza esse exame e a semana que ele deve ser iniciado varia de caso para caso.
Esse é um exame que as Mamães gostam de fazer, pois ficam escutando o coraçãozinho dos seus pequenos batendo por vários minutos! E nós, profissionais de saúde, o adoramos, pois nos ajuda a fazer o diagnóstico precoce de sofrimento fetal e com isso a prevenir desfechos gestacionais ruins.
Beijokas, Denise.
