Olá meninas, tudo bem?
Eu gosto muito de trocar experiências com amigas, pacientes, parentes, além de buscar opiniões de muitas blogueiras do universo feminino, sobre a difícil “arte” de conciliar a vida profissional com a maternidade. Já mencionei aqui logo no início que foi até isso que me motivou a iniciar com o Mamãe Plena.
Pois bem, na semana passada eu enfrentei a difícil tarefa de adaptar minha filha na escola. Digo difícil para mim (e para o pai dela que acabou de me confidenciar isso), porque acho que a pequena ficou muito bem! Ah, a nossa ajudante aqui de casa também sofreu com esse momento! Rsrsrs.
Eu optei, por motivos pessoais, em colocar a Helena na escola com 6 meses, quando retomei a minha carga de trabalho integral. Acho que essa decisão é muito individualizada. Não tem certo ou errado (apesar de ter sempre alguém disposto a apontar o dedo para as suas escolhas. Ignore). Parar de trabalhar por um tempo, para sempre, mudar de ramo, trabalhar e deixar na escola, com babá, com parentes… enfim, todas as possibilidades são válidas e todas as decisões difíceis. Sempre envolve algum tipo de renúncia. Trazem pontos positivos e negativos.
Mas, nas minhas condições de trabalho e na dinâmica da minha família, eu e meu marido optamos pela escola.
Claro que realizamos pesquisas, visitas, e fizemos a nossa escolha. E acredito que foi uma boa escolha. Ela estará bem cuidada, em um ambiente limpo e organizado, com pessoas carinhosas, perto de casa para eventuais urgências, junto com as primas… Mas nada disso diminui o aperto no coração que senti ao dizer tchau para aqueles olhinhos brilhantes.
Sim, foi difícil. Não voltei atrás, não chorei (tá certo que tive que segurar firme as lágrimas), não me arrependi. Mas não foi fácil. Passei e ainda passo o dia todo pensando nela. Quase corro para fazer o caminho que tenho que fazer entre o carro e sua sala do berçario. Nunca fiquei tão feliz com o momento de ir para casa. Mas acredito que fiz a opção ideal para nós.
Nesses meses desde que a Helena nasceu muita coisa mudou dentro de mim. Aquele papo de que “quando nasce um bebê nasce uma mãe” é a mais pura verdade. Me sinto diferente. Me sinto mais “humana”. Me sinto mais frágil. Me sinto mais forte. Me sinto mais amor. Me sinto mais compaixão. E aprendi, nesse pouco tempo, a valorizar todas nós mulheres do século XXI, que passamos por tantas evoluções, que conquistamos tantos direitos, mas que não perdemos o maior dos nossos instintos: o de ser mãe.
Esse post foi para dividir com vocês todos os conflitos de sentimentos que tomaram conta de mim nesses dias em que vi minha pequena crescer e começar a compartilhar de um mundo novo para ela.
E vocês, como lidam com esses conflitos? Me contem as suas experiências.
Beijokas, Denise.


