Olá, meninas.
Hoje vou falar sobre um tema muito importante para a saúde feminina e que, recentemente, tem sido muito pesquisado pelas mulheres: cisto de Bartholin e bartolinite. Quem já sofreu com isso sabe que esse é um problema doloroso e que causa um desconforto muito grande para a mulher. Por isso, deve ser corretamente tratado.
Antes de tudo, é fundamental que vocês saibam que nós, mulheres, temos glândulas de Bartholin na região da vulva, que corresponde à área externa da vagina. As glândulas são estruturas que normalmente produzem secreções e temos diversas delas espalhadas pelo corpo, como por exemplo, as glândulas sudoríparas, que produzem o suor, e as glândulas salivares, que produzem saliva.
Na área genital, as glândulas de bartholin produzem as secreções necessárias para lubrificar a vagina, atuar na proteção, manter uma flora adequada e diminuir o atrito relacionado à movimentação na região. E caso você nunca tenha notado ou ouvido falar neste assunto, fique tranquila, a glândula é imperceptível quando está tudo bem com a mulher.
O que causa o cisto de Bartholin?
O cisto de Bartholin acontece quando há obstrução das glândulas, isto é, quando os dutos por onde passam as secreções da glândula entopem e dão início à formação de cistos. Ainda que visualmente possa parecer um caroço único, a composição interna é de várias bolhas líquidas com secreção acumulada – anatomicamente falando, se assemelham à uma cápsula.
O cisto de Bartholin se configura como uma doença não infecciosa, quando o bloqueio das glândulas acontece de maneira fisiológica, e infecciosa, quando o entupimento das glândulas é gerado pelo contato da vulva com bactérias, como a E. coli e a Chlamydia trachomatis, após relações sexuais desprotegidas ou devido à má higienização da região.
Quais os sintomas do cisto de Bartholin?
Em grande parte dos casos, o cisto de Bartholin não causa nenhum sintoma e não desenvolve nenhuma elevação visível à primeira vista. Nessas condições, o diagnóstico tende a ser feito acidentalmente pela mulher ou durante um exame ginecológico de rotina, mas não há desconforto e não se caracteriza como um processo infeccioso.
Entretanto, há casos em que o cisto de fato se desenvolve e traz sintomas, como incômodo durante a relação sexual, atrito e durante a movimentação da região, inclusive ao andar. Quando o cisto avança para um quadro infeccioso dá origem à bartolinite, que se assemelha a um abscesso avermelhado e que causa dor, com temperatura local elevada, além de provocar quadros febris. Nesses casos, o cisto pode crescer bastante de um dia para o outro devido ao acúmulo de pus.
Qual o tratamento do cisto de Bartholin e da bartolinite?
Os dois quadros clínicos são problemas agravantes na mesma região, mas ainda assim demandam tratamentos diferentes.
Para os casos de cisto de Bartholin sem sintomas ou desconfortos, a recomendação é apenas acompanhar para entender se há desenvolvimento do tamanho ou surgimento de incômodo na região. Caso surjam sintomas, é fundamental consultar o seu ginecologista para avaliar o quadro clínico e se houve evolução.
Para os casos de bartolinite, o procedimento tem que ser agudo, para evitar sequelas e complicações. De imediato, o cisto deve ser drenado para retirar a secreção que está acumulada. Além disso, é importante seguir o tratamento com antiinflamatórios e antibióticos para conter a inflamação que se formou. Em alguns casos, uma pequena cirurgia pode ser indicada para evitar a reincidência da inflamação.
Dicas finais
Para finalizar esse conteúdo, minha dica principal é que você não negligencie a sua saúde clínica e ginecológica em nenhum momento. A bartolinite pode ser evitada a partir do uso de preservativos nas relações sexuais e com boas práticas de higiene íntima.
Fique atenta aos sinais que o corpo dá, consulte o seu médico regularmente e faça os exames de check-up. Esses hábitos vão garantir que você possa identificar precocemente qualquer sintoma clínico e iniciar o tratamento antes de qualquer agravante.
Beijokas, Denise.

