Olá, meninas.
Hoje vou falar sobre um tema que é pouco falado e conhecido, mas que é muito importante e pode acarretar consequências a médio e longo prazo: a doença inflamatória pélvica, também conhecida como DIP. De maneira geral, a patologia trata-se de um processo infeccioso dos órgãos genitais internos.
A caracterização como órgãos genitais internos diz respeito ao útero, tubas uterinas e ovários, que estão localizados dentro da cavidade pélvica. Já os órgãos genitais externos estão posicionados fora desta área, como a vulva e a vagina.
O que causa a Doença Inflamatória Pélvica?
Em geral, o principal agente causador da DIP são as bactérias que estão presentes nos órgãos genitais externos e se estendem para a parte interna da região íntima, podendo se espalhar para as tubas uterinas e ovários.
O processo de transmissão da doença geralmente acontece por meio da relação sexual, considerando que durante o ato, as bactérias podem adentrar os órgãos genitais internos através da circulação de fluídos.
Sintomas da Doença Inflamatória Pélvica
Quando há contaminação da cavidade pélvica precisamos considerar que trata-se de uma patologia com grau mais elevado, assim, caso não haja tratamento, algumas sequelas podem ser desencadeadas, como o desenvolvimento de fibrose ou cistos que, inclusive, podem levar à infertilidade feminina. Neste cenário, a Doença Inflamatória Pélvica configura-se de duas formas: a DIP aguda e a DIP crônica.
A DIP aguda é uma patologia que acontece em determinados momentos, causando sintomas muito desconfortáveis, como dor na região do abdômen e/ou dor pélvica, febre, baixa na imunidade, mal estar, sangramento durante a relação sexual, liberação de secreção purulenta e com odor, além de queda no estado geral que induz a mulher a buscar por atendimento médico.
A DIP crônica é uma patologia com menos sintomas e, inicialmente, menos agressiva ao corpo da mulher. Nesse cenário, é comum sentir dor pélvica de baixa intensidade, mas presente de médio a longo prazo. No entanto, a falta de incômodos dificulta o diagnóstico e a mulher pode ficar com a doença por mais tempo até, de fato, detectar a infecção. Além disso, a falta de tratamento pode causar infertilidade, visto que as fibroses que se formam ao longo dos meses podem obstruir as tubas uterinas.
Qual o tratamento da Doença Inflamatória Pélvica?
Esses tipos de infecção devem ser diagnosticadas e tratadas rapidamente, incluindo a ingestão de antibiótico adequado para combater a bactéria que desencadeou o processo infeccioso. Em geral o tratamento leva alguns dias, de acordo com o quadro clínico da mulher.
Em alguns casos, a inflamação pélvica tende a ser mais aguda e potente, causando a formação de abscessos na região íntima. Como é formado o acúmulo de pus dentro dos órgãos internos, o tratamento deve ser feito com mais atenção e segurança. Caso o estado esteja avançado é recomendado uma internação hospitalar para ingestão de antibiótico de alto espectro e/ou realização de cirurgia, como a laparoscopia ou laparotomia, para desobstruir as fontes de secreção e higienizar a região.
Dicas finais
Como eu sempre digo, por esse e vários outros motivos, é tão importante se consultar com o seu ginecologista regularmente e manter os exames de rotina em ordem. Com a rotina de consultas é possível avaliar o grau de desconforto presente no dia-a-dia da mulher, assim como detectar possíveis índices fora do padrão a partir dos resultados dos exames.
Caso você esteja sentindo algum desconforto similar aos sintomas que comentei, procure rapidamente atendimento médico para obter um diagnóstico e iniciar um tratamento. Lembrando que não é normal sentir dor na região íntima, muito menos conviver com esse incômodo por um longo prazo. Esses hábitos vão garantir que você possa identificar precocemente qualquer sintoma clínico e iniciar o tratamento antes de qualquer agravante.
Beijokas, Denise.

