Hoje eu vim falar um pouco de um comportamento que não me agrada muito em nós brasileiros: o de não respeitar a necessidade especial ou o direito do próximo.
Aqui no Brasil temos muitas leis para garantir que pessoas com necessidades ou em situações especiais tenham estas repeitadas. Vemos também nos últimos anos um aumento das campanhas educativas a respeito do assunto. Mas mesmo assim ainda presenciamos no dia a dia que muitas pessoas resolvem ignorar o assunto. Uma lástima.
Vou exemplificar com uma situação que vivencio praticamente todos os dias que vou com minha filha ao Shopping Center: o elevador. O Shopping que geralmente frequento, que fica próximo a minha casa, é bastante movimentado e tem 3 andares, além dos andares de estacionamento. Mas, possui poucos elevadores e muitas escadas rolantes.
Para quem não sabe, por questões de segurança, é proibido pelos estabelecimentos levar o seu bebê no carrinho de bebês nas escadas rolantes. Então, para mudar de um andar ao outro no Shopping com o carrinho de bebê precisamos usar os elevadores.
Eles também são fundamentais para cadeirantes e pessoas com dificuldade de mobilidade como os idosos. Sendo assim, não seria lógico pensar que essas pessoas deveriam ter prioridade no acesso aos elevadores? E que as demais deveriam se locomover pelas escadas rolantes ou escadas tradicionais?
Então, eu me pergunto: “Porque os elevadores sempre estão lotados de pessoas jovens, sem dificuldade alguma de locomoção?”. Muitas vezes vejo pessoas muito ativas fisicamente passando na frente dos que precisam realmente para entrar no elevador. Ou não respeitam a direção do mesmo, entram mesmo sabendo que o elevador vai no sentido oposto, só para garantir um espacinho nele. E assim quem precisa tem que ficar esperando… Agora com criança pequena percebo o quanto isso é frequente.
Aí então eu me faço mais um questionamento: “Como podemos exigir os nossos direitos se não respeitamos o do próximo?”. Pessoas jovens, ativas, sem dificuldade de mobilidade, não pensem que quem está na situação contrária não preferiria inverter os papéis e dar a vez no elevador. Este é só um exemplo, mas vemos tantos outros diariamente.Vamos respeitar quem precisa!!!
Beijokas, Denise.

