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Saúde da Mulher

Quando tomar vacina contra o HPV?

Olá, meninas e meninos! 

Hoje vamos falar sobre a importância de tomar a vacina contra o HPV. De fato, a vacinação preventiva ao Papilomavírus Humano, popularmente conhecido como HPV, é um tema que ainda gera muitas dúvidas, mas vou tentar abordar os principais questionamentos.  

Esse conteúdo serve tanto para a saúde das meninas, quanto para a saúde dos meninos, porque o HPV é uma doença que acomete todo mundo, independente de gênero e orientação sexual. 

Quem vê cara não vê DST 

O que é HPV? 

Pra quem não sabe, o HPV é uma doença transmitida sexualmente que pode estar ligada ao aparecimento de doenças benignas nos órgãos genitais. O aparecimento é muito mais comum nas mulheres, já os homens costumam ser portadores assintomáticos, o que contribui para a disseminação da doença.

Em geral, o HPV possui duas formas de apresentação: lesões benignas em que surgem verrugas e sinais externos que podem ser tratados e facilmente erradicados; e lesões malignas que atuam como precursoras do câncer, principalmente do que acomete o colo do útero. 

Esta é uma doença que possui vários subtipos, com uma família de vírus que engloba uma série de efeitos colaterais em diferentes partes do corpo. Ainda que sua atividade seja extensa, a vacina atua preventivamente nos subtipos que causam doenças nos órgãos genitais.

Além disso, o HPV é uma doença com um modelo de transmissão muito fácil. As estatísticas são assustadoras e apontam que mais de 70% das mulheres podem ter contato com esse vírus ao longo da vida, por isso é tão importante tentar barrar esse contato por meio da vacinação.  

Por que a vacina contra o HPV? 

Antes de tudo, quero ressaltar que a vacina é uma forma de prevenção primária: você opta pelo imunizante para evitar contrair a doença. Mas, infelizmente, ainda tem muita gente que acha que ao tomar a vacina fica mais predisposto à doença, quando na verdade a vacina gera imunidade e prepara o seu organismo para se proteger contra o vírus. 

Nos casos em que uma pessoa é exposta ao vírus, após ter tomado a vacina, há chances de apresentar algum sintoma, mas os efeitos serão bem menores e com pouquíssimas chances de apresentar risco de morte. 

Quais os tipos de vacina contra o HPV? 

Existem basicamente dois tipos de vacina contra o HPV: a bivalente e a quadrivalente. A diferença principal é que a bivalente foi desenvolvida para proteger contra dois tipos de  HPV e a quadrivalente contra quatro tipos de HPV. 

Esses dois tipos que fazem parte da vacina bivalente são os que estão mais associados à doença maligna, então sua eficácia é indiscutível, já que o objetivo principal da vacinação é diminuir os casos de câncer de colo do útero. Já a quadrivalente engloba outros dois tipos que estão associados a doenças benignas, então a imunização é ainda mais completa, portanto, é a recomendação médica. 

Alguns estudos apontam que, apesar da vacina quadrivalente ter sido desenvolvida apenas contra quatro subtipos, ela também tem efeito contra outros subtipos. Como a estrutura do vírus é muito parecida, existe uma resposta do organismo na proteção contra outros subtipos.

Como funciona a vacina contra o HPV? 

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Idealmente, a vacina do HPV deveria ser tomada antes da mulher ou do homem iniciar a atividade sexual. Por isso, minha indicação é que a vacinação aconteça entre a pré-adolescência e a adolescência, durante o início da puberdade. 

Independente da faixa etária em que a vacina for aplicada, é importante saber que o processo de imunização não ocorre somente com uma dose. O ideal é tomar três doses da vacina. Em alguns casos, de acordo com a política pública da região, são aplicadas duas doses com a recomendação de uma dose de reforço em alguns anos. 

Seguir o calendário proposto é fundamental para que o organismo consiga agir de forma eficaz na prevenção contra a doença. Assim, a partir do momento que grande parte da população estiver vacinada será possível diminuir os níveis de transmissão. Funciona assim: quanto mais pessoas estão protegidas, menor o potencial de difusão do vírus. 

Existem efeitos colaterais? 

No geral, pode acontecer dor na região aplicada, febre ou mal-estar alguns dias após a aplicação, como com qualquer outra vacina. Mas são reações muito leves e não há nenhum caso comprovado de reações mais graves e letais. 

Vale relembrar que o processo de desenvolvimento da vacina contra o HPV levou anos de estudo e testes em diferentes cenários, logo possui todos os índices de segurança necessários. 

Onde encontrar a vacina contra o HPV? 

A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem necessidade de receita médica, na faixa etária de 9 a 14 anos, para meninas e meninos. Após essa idade, a vacina também é recomendada, mas sua aplicação é feita somente por meio do sistema de saúde particular. 

Nos casos de pessoas que possuem relação de parentesco ou proximidade com pessoas portadoras de doenças autoimunes, a aplicação da vacina contra o HPV via SUS se estende para homens e mulheres de até 26 anos. 

Hoje em dia, a vacina é indicada inclusive para quem já foi exposto ao vírus e contraiu HPV, pois o processo de imunização impacta na resposta do organismo ao tratamento e contribui com a recuperação. 

Vale ressaltar que existem inúmeros subtipos deste vírus, então o cuidado não se restringe somente à vacina. É fundamental atuar preventivamente com a realização dos exames ginecológicos de forma periódica para detectar qualquer sinal de contágio. 

Por isso considero tão importante falar, vacinar e prevenir contra o HPV. Ficou com alguma dúvida? É só me enviar mensagem no Instagram

Beijocas, Denise.

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