Olá meninas, tudo bem?
Sabe, hoje eu queria ser poeta. Para escrever um Poema em homenagem a “Naninha” da minha filha. Sim, eu estou falando dessa macaquinha molenga e desengonçada, mas que representa tanto na vidinha da minha filha, que merce todo o meu carinho e o meu respeito!!!!

A conhecida “Naninha” dos bebês são tecnicamente chamadas de “Objetos de Transição” e, por mais que possa parecer algo banal e sem importância, representa bastante na vida dos pequenos. Já li algumas coisas a respeito e parece que a sua principal função na vida dos bebês seria o de preencher um espaço vazio deixado, muitas vezes, pela ausência da mãe. Não que seja usado por crianças abandonadas e que não tem a mãe por perto, mas é impossível que o bebê fique ligado 24 horas por dia à sua mãe depois que ele nasce, como acontece na vida intrauterina, e os períodos em que se sente só ele busca algum objeto ou símbolo para se confortar.
A Naninha então tem esse simbolismo enorme para os pequenos. Geralmente traz bons sentimentos como conforto, segurança, companhia, aconchego. E não há nada de errado com isso. Não precisamos bloquear essa ligação.
A Naninha é um objeto escolhido pelo próprio bebê. Você pode até apresentar algumas possibilidades à ele, como foi o meu caso que ganhei essa macaquinha e a deixei no berço da Helena desde pequena. Mas, a escolha oficial do objeto vem da própria criança. Ela que tem que sentir essa empatia pelo que quer que seja. E, muitas vezes, esse “objeto” pode não ser físico. Pode ser uma música, um cheiro, uma imagem. Pode ser uma bonequinha, um paninho, um brinquedo, uma roupa. Pode ser qualquer coisa.
E pode não ser objeto nenhum também. Da mesma forma que é normal ter uma Naninha, é normal Não ter uma também. Tem bebê que não sente a necessidade de ter um objeto de transição, e nesse caso, nem adianta ” forçar” que ele vai recusar.
Esses objetos costumam ter um simbolismo sensorial tão grande para as crianças que o simples fato de lava-los pode ser desagradável para os bebês. Por vezes eles querem manter inclusive o cheiro habitual. Mas, nesses casos, se o objeto sair de casa e sujar, tente conversar e explicar para o bebê que é importante lavar e manter a higiene do mesmo. Lembrando que geralmente ele vai à boca, aos olhos e tem contato com toda a pele do bebê.
Esses pequenos objetos são tão importantes que costumam marcar a vida da criança para sempre. Eu mesma lembro da minha Naninha até hoje. Era uma bonequinha que virou um trapinho que eu carregava para todos os lados. E eu era desse tipo que não queria nem que lavasse! Lembro-me até hoje do dia em que entreguei a minha preciosa Naninha para os Coelhinhos levarem (estava tendo uma exposição de coelhos para a Páscoa e simbolicamente eu entreguei a minha Naninha para eles, como símbolo do meu crescimento e da minha maturidade de Mocinha!). Devia ter uns 4 anos a partir daquele momento não precisei mais desse tipo de objeto.

Pelo que li a respeito, a criança tende a naturalmente largar esses objetos quando não sentem mais a sua necessidade. Mas, caso você sinta que esse momento está demorando a chegar ao seu filho ou que o objeto de transição usado por ele está de alguma forma trazendo prejuízos, converse com o seu Pediatra a respeito.
Eu, de minha parte, só tenho a agradecer a Macaquinha Fofa que vem acompanhando a minha Helena nesses seus 14 meses de vida, tornando seus dias mais aconchegantes!
Beijokas, Denise.

