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Choro do Bebê: Participação da Larissa Fonseca

Olá meninas, tudo bem?

Hoje o post está mais do que especial!!!Temos a participação da querida Larissa Fonseca, autora do Livro “Dúvidas de Mãe”. A Larissa é Pedagoda Psicopedagoga, especialista em Psicanálise e Educação e em Comportamento e Desenvolvimento Infantil,e há anos vem ajudando as mamães, em especial as de primeira viagem,a entenderem melhor o Universo Infantil e a cuidar dos pequenos.

duvidas de mãe

O Livro “Dúvidas de Mães” da Editora Pá de Palavra já está a venda das principais livrarias físicas e on line, como Saraiva, Cultura, Cortez, Da Vila e Amazon, a um custo aproximado de R$ 32,00 – 34,00. Ele é fantástico para quem está planejando e esperando seus pequenos tesouros, e também para as mamães que estão enfrentando alguns desafios. Segue o Book Trailler do livro para vocês conhecerem um pouco melhor do trabalho dela: https://www.youtube.com/watch?v=wNl1V3PHzRU

Muito bem, e hoje essa brilhante profissional preparou um texto com dicas sobre o Choro do Bebê. Aproveitem!!!

Beijokas, Denise.

O Choro do Bebê:

Ao ouvir o choro dos filhos os pais normalmente se inquietam tentando encontrar imediatamente a razão daquele choro. Ver um bebê chorando desperta emoções em nós, principalmente nos pais que têm o instinto da proteção. É instintivo tentar acalmar e sanar o choro do bebê quase instantaneamente. E essa ansiedade acaba não só sendo passada ao bebê, quanto dificultando os pais de prestarem atenção aos sinais dos filhos que apontam as razões do choro. Mas é comum que, com o passar do tempo, os pais aprendam a conhecer melhor seus pequenos e suas reações, e assim passam a atender aos choros dos bebês de modo mais assertivo. É um aprendizado e, assim como todo aprendizado, é preciso de tempo e convivência para desenvolvê-lo e então alcançar essa sintonia na comunicação com o bebê.  

A criança nasce em um mundo no qual tem de aprender muitas coisas, inclusive como conhecer e lidar com seus sentimentos e se comunicar. O bebê, ao nascer, não tem o domínio da ferramenta da comunicação verbal para alertar sobre seus desconfortos e desejos. Assim, faz o uso do choro, um recurso de comunicação.

Existem muitos estudos que apontam diferenças na intensidade e entonação do choro do bebê. Dedico um capítulo inteiro do meu Livro “Dúvidas de Mãe” (Editora Pá-de-Palavra/2015) à descrição e diferenciação dos choros. Por exemplo, a fome causa contrações no estômago do bebê, algo bastante incômodo. Nesse caso, o choro é ininterrupto e bem forte. São gemidos semelhantes a um apelo que só cessam quando o bebê estiver satisfeito. Uma dica para se certificar de que o bebê está chorando por sentir fome é observar seus movimentos de rosto e boca, que neste caso se movem como se estivessem buscando o bico para mamar.

Já o choro de cólica costuma ser bastante alto e algumas pausas podem acontecer. São gritos agudos seguidos de um pequeno intervalo. Neste caso, vale á pena observar o bebê, verificando se seu rostinho está avermelhado como se ele estivesse fazendo força, se sua barriga está inchada e dura e se ele contrai as pernas. Esses são indícios de incômodo por cólica.

Existem o choro de sono, estresse ou cansaço que, nesses casos são mais contidos e nervosos, geralmente acompanhado, de soluços. Além desses também identificamos choro de dor de ouvido, desconforto por frio ou calor, fralda suja, choro de final de tarde , choro para chamar a nossa atenção, choro para sobrepor estímulos externos intensos ou desconfortáveis como sons e luzes fortes.

Para acalmar o bebê, depende da razão do choro. O resmungo por fome normalmente cessa após a mamada. Já o de cólica é preciso massagear e eliminar o incômodo, assim como os provenientes de dores diversas, frio, calor ou fralda suja. Já o choro de cansaço vale á pena acalmar o bebê com um alento tom de voz baixo, um banho relaxante. Em relação as birras o indicado é evitar dar atenção e tentar focar a atenção da criança em outro tema para não reforçar o uso dessa ferramenta do choro como um instrumento de chantagem.

Existem muitos mitos a respeito de se pegar um bebê que chora, no colo. Essa é a idéia que levamos: “tentar evitar que fiquem mimados ou que só queiram colo”. É importante que o bebê aprenda, desde cedo, que não pode ter tudo que quer. Mas o principal é que as mães avaliem a situação, o motivo do choro, sua condição atual, para então decidir o que considera o melhor a ser feito naquele momento para o bem estar da criança e da família. Não há nada de errado em consolar um bebê que chora, seja com um abraço, conversa ou até mesmo o colo e aconchego. O desafio é evitar ceder ao choro de manipulação e chantagem dos pequenos. Existe uma questão cultural bastante latente quando abordamos esse assunto pois, a maioria das culturas latinas tendem a ser mais acolhedoras com o contato físico. Já outras culturas têm uma percepção diferente em relação a essa abordagem. Por isso reforço que é preciso identificar aquilo que melhor atende a sua estrutura familiar e seus valores e crenças.

O ato de chorar nos ajuda a expressar uma gama de sentimentos que podem ser dor física ou emocional, indignação, medo, insegurança. Algumas pessoas choram até em momentos de muita felicidade e emoção. E a grande maioria das crianças e adultos se sentem melhor depois de chorar e isso tem uma explicação científica. Ao chorar e liberar lágrimas pelo canal lacrimal, também liberamos no nosso organismo substâncias (como a prolactina e a adrenalina, por exemplo) que geralmente se elevam em situações de estresse e que, após chorar, diminuem de concentração causando um maior alívio. Além disso, ao chorar, liberamos outras substâncias como a leucina-encefalina, noradrenalina e serotonina, o que nos proporciona uma sensação anestésica e de calma, o que ajuda a aliviar nossa tensão e possível angústia.

Choro de perder o fôlego:

Algumas crianças choram até perder o fôlego. Essa é uma situação bastante assustadora para os pais, pois a criança inspira e chora até perde o fôlego, parando de respirar, ficando sem emitir sons, com a boca aberta e lábios arroxeados e, algumas vezes, chega a perder os sentidos por um curto período de tempo.

Apesar de desesperadora, esta é uma situação que acontece em aproximadamente 5% das crianças entre 6 meses e 6 anos (mais frequentemente entre 12 e 18 meses). É importante saber que, esses episódios são involuntários e benignos, sem nenhuma consequência para a criança.

Mas atenção! O choro de criança não é necessariamente sinônimo de sofrimento. É também preciso aceitar que as crianças, assim como nós, também ficam tristes, frustradas, bravas… e tudo isso é um direito que elas têm e que deve ser respeitado! Afinal, esses são sentimentos que estarão presentes em vários momentos de nossa vida. Por isso, ao invés de tentar evitar que o filho sinta algo que não poderá ser evitado, vale à pena ensiná-lo a conhecer e a lidar melhor com seus sentimentos.

O melhor mesmo é preparar nossos pequenos e ensiná-los a lidar de modo positivo com suas emoções e sentimentos.

 

Mamãe Plena

Dra. Denise Gomes é Médica formada pela PUC Campinas, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição, é especialista em Genitoscopia e Histeroscopia e co-responsável pelo serviço de Pré Natal de Alto Risco do Hospital Municipal do Campo Limpo.

Em paralelo à rotina médica, é mãe de dois filhos e mantém um canal no Youtube chamado Mamãe Plena, que foi criado para compartilhar sua experiência com a maternidade e saúde feminina.

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1 comentário

  1. LUDIMILA diz:

    Olá, gostaria muito de ter um exemplar pois como sou novata na área de mamães rs não conheço absolutamente nada… Para ajudar mamãe e sogra moram em outros estados, então não tenho para quem pedir socorro do porque o ”bebe esta chorando” rsrsrs… Ótima materiais adorei a dica do livro e acho que como uma boa paciente e curiosa sobre o assunto mereço ganhar um em mamãe plena rsrsrs.. Bjs Lud e Samukinha… Titia medica dá um livro pra mamãe não me deixar chorar muito por favor rsrsrs PS: Samuel 😉

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