Saúde da Mulher

Mastite Puerperal

Olá meninas, tudo bem?

Hoje vamos falar de um assunto doloroso, mas, infelizmente, muito comum, podendo afetar até 10 % das mulheres que amamentam: a Mastite.

A Mastite Puerperal geralmente ocorre pela estase, pelo acúmulo de leite, que pode entupir os ductos lactíferos. Inicialmente ela gera uma inflamação e, se não tratada ou resolvida, serve de meio de cultura para bactérias e pode virar uma infecção. Geralmente acomete apenas uma mama, mas pode ser recidivante.

Ela é mais comum nas mães que tem uma produção excessiva de leite, além do que seu bebê consegue mamar, ou que estão com dificuldades na amamentação como por uma pega incorreta, e acabam acumulando muito leite nas mamas, que ficam endurecidas e dolorosas. A baixa imunidade das mulheres nessa fase, por uma alimentação inadequada, falta de sono ou até mesmo stress pós-parto aumentam os riscos.

Inicialmente os sintomas se assemelham como os de um resfriado: cansaço, mas estar geral, febre, dor nas mamas e no corpo. Podem passar despercebidos na correria dos afazeres com o bebê. Na sequencia, a mama afetada fica vermelha, quente, com uma região mais endurecida, edemaciada e dolorosa. Se não tratada, pode formar até um abcesso com formação de um centro amarelado, muito doloroso, com até mesmo drenagem espontânea de secreção purulenta. Se cuidem para não chegar neste estágio da doença!

O tratamento é variável, dependendo do estágio do problema. É sempre importante tirar o excesso de leite, seja dando de mamar ou tirando manualmente ou com bomba. O acúmulo de leite só piora o quadro. Medidas como compressas frias e uso correto de sutiã e roupas leves ajudam.

Em um primeiro momento medicações como analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios são indicados. Se houver infecção comprovada, será necessário tratamento com antibiótico. Por fim, nos casos de abcesso pode ser indicada até mesmo drenagem cirúrgica.

Agora, após toda essa narrativa você deve estar pensando: tenho que parar de amamentar se tiver mastite? A resposta é NÃO. Em nenhuma das etapas você deve suspender o aleitamento. Nem a doença nem o tratamento impedem que você mantenha o aleitamento. Aliás, deixar de amamentar na mama afetada em detrimento da outra pode piorar a situação. Se você encontrar dificuldades nesse processo, tire o leite e ofereça ao seu bebê em um copinho.

E, muito importante, ao primeiro sinal de alteração consulte seu médico rapidamente.

Beijokas, Denise.

Closeup cropped portrait young woman with breast pain touching chest colored isolated on blue background

Mamãe Plena

Dra. Denise Gomes é Médica formada pela PUC Campinas, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição, é especialista em Genitoscopia e Histeroscopia e co-responsável pelo serviço de Pré Natal de Alto Risco do Hospital Municipal do Campo Limpo.

Em paralelo à rotina médica, é mãe de dois filhos e mantém um canal no Youtube chamado Mamãe Plena, que foi criado para compartilhar sua experiência com a maternidade e saúde feminina.

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