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Vida de Obstetra.

Olá meninas, tudo bem?

O post de hoje é um pouquinho diferente do que eu estou acostumada a escrever aqui. Mas, como eu compartilho muito das minhas experiências como mãe e como mulher com vocês pensei, porque não falar um pouco de como é a minha vida de Médica Ginecologista Obstetra??? Sei lá, acho bacana conhecer o dia a dia, a rotina de outras profissionais. Espero que vocês gostem da minha rotina também.

Vida de Obstetra.
Vida de Obstetra.

Ou melhor dizendo, minha falta de rotina!!! Rsrsrs.

Bom, tudo começou quando eu tinha 13 anos e fui submetida a uma cirurgia nasal. Eu simplesmente AMEI o ambiente hospitalar. Tudo, o cheiro, o clima, o ambiente. Claro que não gostei de sentir dor, mas até tirar sangue eu achei divertido. A partir daí decidi ser Médica. Não tenho ninguém em casa para servir de exemplo, mas senti que era esse o meu caminho. E eu fui atrás, estudando MUITO na época do vestibular.

Fiz faculdade em Campinas, interior de São Paulo. 6 anos de muito estudo e também muito amadurecimento pessoal. Adorei o curso e reforcei minha escolha. Já no início me encantei com a Ginecologia e Obstetrícia (GO) e decidi que essa seria a minha especialidade. Depois da faculdade, 2 anos de residência (e a vida mais maluca do mundo) e, enfim, pronta pra trabalhar. Voltei pra São Paulo, fiz mais 2 especializações e defini minhas opções de trabalho.

Já trabalhei em muitos lugares, com várias funções diferentes, e fui moldando minha vida. Hoje em dia trabalho no meu Consultório Particular onde faço atendimento de ginecologia e obstetrícia, faço plantões em um Hospital Público e atendo também em uma Unidade Básica de Saúde da prefeitura. Sim, dificilmente temos um emprego só.

O que eu mais gosto da minha profissão é poder prestar atendimento direto a pessoas, que muitas vezes estão em sofrimento ou precisando de ajuda. Trazer alívio e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é muito gratificante.

Optei pela GO por ser uma área alegre. Apesar de lidar com doenças e problemas também, na maioria dos casos consigo trazer felicidade para as pacientes. Em especial durante um parto, momento que considero sublime, me sinto realizada com a minha profissão.

As minhas maiores dificuldades, em especial agora que estou grávida e já tenho um bebê, são: excesso de trabalho e horário de trabalho fora do padrão. Eu já diminui minha carga de trabalho quando Helena nasceu, mas como faço obstetrícia (sou apaixonada por isso é não consigo deixar de fazer), não tenho como evitar as chamadas e madrugada, no meio de uma festa familiar ou em outros momentos inusitados. Quando me disponho acompanhar uma gestante até o parto, tenho que estar realmente à sua disposição 24 hs por dia. E com bebê em casa, preciso de muito jogo de cintura (e de muita ajuda também).

A carga horária não padrão também é uma dificuldade a ser enfrentada, pois por vezes faço planto 24 horas seguidas, e ficar sem ver minha bebê todo esse tempo não é gostoso não.

Mas, tirando essas dificuldades, é uma profissão deliciosa.

No meu dia  dia atendo muitas mulheres que desejam fazer avaliação de rotina, o que é fundamental para prevenir doenças, sendo recomendado 1 consulta anual. Atendo meninas desde a adolescência até senhoras na pós menopausa. Trabalho muito com indicações de anticoncepção, terapia de deposição hormonal e planejamento de gestação. Além de acompanhamento de pré natal e parto.

Também me encantei pela GO pela possibilidade de trabalhar em vários setores diferentes. Isso evita a monotonia. Podemos fazer consultório, cirurgias, trabalhar em laboratório fazendo exames, plantão em hospital, setor administrativo, pesquisa clínica… Infinitas possibilidades.

Por fim, após mais de 11 anos de formada e muitas histórias boas pra contar, me sinto abençoada por ter podido escolher a minha profissão e por poder me dedicar todo dia à ela, recebendo em troca muito carinho das pacientes.

Beijokas, Denise.

No plantão.
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2 Comentários

  1. Como vc faz com sua princesa e está em casa com ela ou em um passeia e precisa atender de emergência? Deixa com mãe, babá, etc?

    • Camila, esse é o meu maior dilema atualmente.
      Não tive babá com Helena e meu esposo trabalha noite sim e noite não. Então já passei alguns apuros para conseguir dar conta de tudo, mas Graças a Deus por enquanto deu tudo certo. Minha mãe mora perto e já me acudiu muitas vezes, inclusive na madrugada. Também já contei com minha irmã, meu marido.
      Agora com o segundo filho contratei uma babá que mora muito perto da minha casa. Ela fará um horário alternativo e se mostrou à disposição para urgências! Estou mais tranquila com essa possibilidade, mas ainda tenho que avaliar se funcionará bem.
      Depois conto minha experiência com ela.
      Beijokas.

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