Olá, meninas.
Hoje vou falar sobre um tema extremamente importante e que pode trazer consequências sérias para a gravidez, para o bebê e para a mãe: a diabetes gestacional. De maneira geral, a diabetes é uma doença já conhecida por grande parte das pessoas, mas a diabetes gestacional caracteriza-se pelo desenvolvimento durante a gestação, que pode durar apenas durante a gravidez ou continuar como uma diabetes crônica.
Quais os sintomas da diabetes gestacional?
O grande impacto da diabetes gestacional é que esta doença pode impactar em uma gravidez de alto risco. O nível de impacto varia de acordo com o momento em que a diabetes é diagnosticada e passa a ser tratada, além de acompanhada durante o pré-natal.
Em geral, a diabetes gestacional acontece de maneira silenciosa, já que é uma doença que se apresenta de forma assintomática e sem alterações clínicas. Assim, os exames laboratoriais que trarão o diagnóstico. Por isso, como eu sempre digo, é tão importante acompanhar o pré-natal desde o início da gestação.
Os exames para diagnóstico da diabetes são feitos a partir de uma bateria de exames de sangue, incluindo a análise da glicemia em jejum. Existe um número determinado para classificar a doença a partir da escala presente na corrente sanguínea: glicemia em jejum acima de 92.
Existe também outro exame conhecido como curva glicêmica indicado para que seja acompanhado durante a gestação, especialmente para as mulheres que registram índices de glicemia dentro do padrão. O exame é feito com o objetivo de medir a variação da glicemia depois que o corpo recebe uma dose muito grande de açúcar.
Ainda que os dois exames apontem índices saudáveis, as análises acontecem em vários momentos ao longo da gravidez, com recomendação para que seja realizada desde o início do pré-natal, mas também no segundo e terceiro trimestre da gestação. Caso em algum desses exames a diabetes seja identificada, o tratamento deve acontecer de imediato.
Como é o tratamento da diabetes gestacional?
O primeiro-passo, fundamental para todas as mulheres (grávidas ou não) com diagnóstico da diabetes é uma adequação do estilo de vida, isto é, dieta apropriada com níveis baixos de glicemia, prática regular de atividade física e eliminação de hábitos e fatores de risco que fazem parte do cotidiano da paciente, como ingestão de bebida alcoólica e uso de cigarros.
Além dessa adequação no dia-a-dia, é importante fazer o monitoramento glicêmico. O controle do índice da glicemia deve ser feito diariamente, incluindo quatro análises diárias: em jejum, 1 hora após as principais refeições (café da manhã, almoço e jantar). Após a análise é fundamental que a gestante anote os valores e acompanhe junto ao médico para entender se os índices estão normais ou demandam um tratamento com medicamentos.
Quando a alteração glicêmica registra mais de 30% dos valores alterados, é indicado o início do tratamento com remédios para a diabetes gestacional, de acordo com a necessidade de cada mulher. Nesse processo, o principal medicamento para controle da doença é a aplicação de insulina de forma via subcutânea. Como o tempo de ação é curto, em alguns casos é necessário a aplicação de mais de uma dose durante o dia.
Vale destacar que ainda que já exista o tratamento via oral para a diabetes, normalmente essa alternativa não é indicada durante a gestação. Em geral, essa opção atua apenas de forma conjunta com a aplicação da insulina.
Quais os perigos da diabetes gestacional?
Uma diabetes não equilibrada durante a gravidez faz com que o bebê viva em um ambiente hiperglicêmico, o que impacta em um crescimento acima da média, podendo chegar até em mais de quatro quilos; além disso, o bebê também pode ficar com excesso de líquido amniótico. Isso pode ser prejudicial tanto no decorrer da gestação, quanto no momento do parto.
Já a mãe pode atingir valores de glicemia muito altos ou baixos que em muitos casos demanda internação para acompanhamento dos índices, bem como estar muito mais suscetível a processos infecciosos no geral. Além disso, outro agravante causado pela diabetes é o parto prematuro, que pode causar consequências para o bebê e até risco de óbito.
Além disso, após o nascimento, o bebê que foi gerado em um ambiente hiperglicêmico tem maior predisposição para desenvolver, na fase adulta, doenças como diabetes, obesidade, entre outras doenças hipertensivas ou metabólicas.
Dicas finais
Não à toa, eu sempre digo que esse é um dos cenários mais importantes no meu dia-a-dia profissional de acompanhamento obstétrico de gestação de alto risco. Afinal, existem sim muitas mulheres com esse diagnóstico e esse tema ainda não é frequentemente abordado com a importância que demanda.
Digo e repito: meu objetivo é compartilhar informação e reforçar a importância do pré-natal para ajudar cada vez mais as mamães a identificar situações agravantes. Em muitos casos não existem sintomas clínicos claros, mas no acompanhamento pré-natal o potencial risco será identificado.
Separei alguns conteúdos que podem tirar as principais dúvidas durante a gestação:
–Como evitar a Diabetes Gestacional?
–Tire suas dúvidas sobre Diabetes na Gestação

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Beijokas, Denise.

