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Doença Inflamatória Pélvica.

Olá meninas, tudo bem?

O post de hoje é sobre uma doença chata, que atinge muitas mulheres e que pode trazer consequências ruins, a chamada Doença Inflamatória Pélvica.

Mulher com DIP. Fonte Fotolia.
Mulher com DIP. Fonte Fotolia.

Ela é caracterizada por ser uma infecção que se inicia na vagina e ascende, ou seja, que sobe pelo Colo do Útero até a cavidade uterina, chamada de Endométrio, podendo atingir as Trompas e os Ovários também. Geralmente é ocasionada por micro-organismos transmitidos por relação sexual, sendo portanto considerada uma DST – Doença Sexualmente Transmissível, mas pode também estar associada a infecções pós parto, pós aborto, ou a algum outro procedimento uterino.

É mais frequente em mulheres jovens, sexualmente ativas, com múltiplos ou na troca de parceiros sexuais com relações não protegidas, ou que se submetem a algum procedimento uterino sem a devida assepsia.

Existem 2 formas da doença, a Aguda e a Crônica. A Doença Inflamatória Pélvica Aguda geralmente se manifesta por sintomas intensos que ocorrem logo após a contaminação, sendo mais comum Dores na região do baixo ventre, Febre, pequenos Sangramentos e/ou Corrimentos, Dor no Ato Sexual e Mal Estar generalizado.

A Doença Inflamatória Pélvica Crônica já se manifesta de maneira mais suave, com Dores na região do baixo ventre prolongadas, por meses e até anos, Desconforto no Ato Sexual, pequenos Sangramentos, podendo até mesmo não ser percebida pela portadora.

Ambas precisam ser tratadas brevemente, sendo o tratamento de escolha o uso de ANTIBIÓTICOS por tempo médio de 10 a 14 dias, dependendo da escolha da medicação. Em alguns casos o parceiro pode ser tratado também.

Porém, as duas formas da doença podem trazer complicações e exigirem tratamento mais intenso. Na forma aguda da doença, dependendo da clínica apresentada pela mulher, pode ser necessário internação hospitalar com tratamento endovenoso. Cirurgia abdominal pode ser necessária também, principalmente se a infecção atingir as trompas e os ovários formando Abcessos nesses locais.

Na doença crônica, o agravante principal pode ser a Infertilidade, a medida que, caso atinja as trompas, pode provocar aderências nas mesmas e fecha-las. Nesses casos, o tratamento pode envolver cirurgia de laparoscopia abdominal e até mesmo técnicas de reprodução assistida. Prenhez Ectópica (gravidez fora do útero) também é mais frequente nessas mulheres, justamente pela obstrução tubária.

Pois bem, com tudo isso a recomendação é: em caso de dor pélvica, dor no ato sexual, sangramentos e secreções vaginais anômalas, procure rapidamente um ginecologista para diagnóstico e tratamento precoces. E, para evitar tal patologia, evite relações sexuais desprotegidas e procedimentos uterinos sem devido acompanhamento médico.

Beijokas, Denise.

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4 Comentários

  1. thais cristina dos santos

    Bom dia…Fui diagnosticada com DIP, e o médico me passou uma pomada, tericim at, e antibiótico. Minha dúvida é, meu marido tbm tem que tomar antibiótico?? Posso engravidar depois?? E se eu não tenho clamidia , nem gonorreia, como posso estar com Dip? Estou muito preocupada..e com medo de ficar infértil .Obrigado

    • Olá Thais,
      A maioria das DIPs são leves, e quando bem tratadas não provocam infertilidade. Muitas vezes não conseguimos comprovar o agente causador e normalmente não precisamos tratar o parceiro, mas sugiro que ele faça uma avaliação médica também.
      Espero ter ajudado,
      Beijokas, Denise.

  2. Bom dia fiz uma trasvaginal e feu liwuido fundo de saco dip to tratando eu e meu esposo dps desse tratamento posso engravidar?

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