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Gestação de Alto Risco

Olá meninas, tudo bem?

Já ouviram algum médico dizer: “Cuidado, pois sua gestação é de alto risco!”, ou então, “Com seu histórico você poderá ter riscos na gestação”. Pois, então, infelizmente ninguém quer ouvir isso… mas às vezes não temos como evitar.

Uma Gestação de Alto Risco é aquela onde a Mãe e/ou o Feto e/ou o Recém Nascido têm maiores chances de terem desfechos desfavoráveis do que a população em geral.

São diversos os fatores que tornam uma gestação de risco elevado, alguns preveníveis, outros tratáveis e outros, infelizmente, imutáveis.

Para reduzir tais riscos, sempre recomendamos, antes de qualquer coisa, o planejamento com uma consulta médica antes da gestação, a fim de se detectar riscos, tratar o possível e deixar a mulher o mais saudável possível (nesse caso, não só a mulher, mas o homem também deveria passar por essa etapa).

Depois, é fundamental um acompanhamento de Pré Natal precoce e bem feito ao longo de todos os meses gestacionais, até a programação do parto. Os cuidados pós parto por no mínimo 40 dias também são fundamentais para assegurar a saúde materna.

Existem inúmeros riscos, acho impossível enumerar todos. Mas a proposta de hoje é falar sobre os mais frequentes, e deixar clara a mensagem de que o acompanhamento regular é o mais importante de tudo. Então, vamos conhecer alguns riscos e como podemos controlá-los:

– Extremos de Idade Materna: adolescentes e mulheres após os 40 anos são consideradas de alto risco para uma gestação. A adolescente pois ainda está acabando o processo de maturação do seu sistema reprodutor e muitas vezes não tem o corpo preparado para a gestação. São grandes as chances de um parto prematuro ou de restrição no crescimento fetal, isso sem mencionar as consequências sociais e psicológicas destes casos. Recomendamos consulta médica e uso de contraceptivos mesmo antes de iniciar a primeira atividade sexual. Já com as mulheres maduras, o risco está pelo envelhecimento inerente dos óvulos que reduzem as chances de uma gestação natural, elevam as chances de perdas, malformações e doenças clínicas maternas. Nestes casos, a única forma de reduzir riscos seria o de congelamento dos óvulos (já ouviram falar nisso?), ou o planejamento mais precoce da gestação.

Doenças Infecciosas: estas podem ser diversas, tanto de transmissão oral, sanguínea ou sexual e, a consequência mais indesejável é de promover malformação no desenvolvimento fetal. Para citar algumas dessas doenças temos a rubéola, a toxoplasmose, sífilis, hepatite B e C, HIV. De um modo geral devemos fazer a pesquisa dessas no início e na metade da gestação por exames sanguíneos, evitar a contaminação por alimentos impróprios ou por pessoas doentes e evitar relações sexuais de risco. Algumas doenças podem ser previamente vacinadas como a rubéola e a hepatite B.

Uso de Drogas, Álcool e Cigarro: aqui acho que todas já sabem o qual deletério pode ser o consumo dessas substâncias na gestação. Os riscos são para ambos, com consequências graves aos fetos tanto de óbito, mal formação, parto prematuro, restrição de crescimento e síndrome de abstinência pós natal. A saúde materna também fica muito debilitada já que a gestação por si só reduz a imunidade e torna a mãe mais susceptível a todas as doenças.

Diabetes: podemos ter diabetes antes da gestação ou de aparecimento na gestação. Ambos os casos trazem riscos como de mal formação, bebê acima do peso, abortamentos, óbito fetal e neonatal, risco maior de infecções, parto prematuro além de prejuízo na saúde materna e do risco elevado da doença se perpetuar mesmo após o parto. Cuidados pré natais como adequação do peso, alimentação saudável, pratica regular de atividade física e controle dos valores da glicemia são fundamentais.

Hipertensão Arterial: também pode ser diagnosticada antes ou durante a gestação e diversas consequências podem ocorrer, com riscos para saúde de ambos, mãe e filho. Riscos de parto prematuro, óbito fetal, óbito materno, restrição de crescimento, entre outros. Aqui também é importante o controle pressórico pré gestacional, durante a gestação e após ela. Alimentação controlada com pouco sal, atividade física e uso correto de medicação são necessários.

Gemelaridade: Gestações múltiplas, gemelar, trigemelar ou outras são sempre consideradas de alto risco, sendo o parto prematuro, baixo peso ao nascer, dificuldade de crescimento com um feto podendo se desenvolver mais do que o outro, além dos desconfortos maternos e dificuldades do parto.

Muito bem meninas, hoje ficou longo não? Mas esse é um tópico muito complexo. Ficarei feliz em ajudar caso apareçam dúvidas.

Beijokas, Denise.

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