Olá, meninas!
Hoje vou falar sobre a mastectomia, uma cirurgia realizada para a remoção completa de uma ou duas mamas, de acordo com a necessidade da pessoa. Em geral, o procedimento costuma ser realizado em casos de tratamento de câncer de mama ou por mulheres que passaram pelo processo de readequação de gênero. Além disso, a mastectomia pode ser feita de forma preventiva, com o objetivo de diminuir as chances de desenvolvimento de tumores na região.
Quando a mastectomia é indicada?
Existem vários tratamentos propostos para o câncer de mama, que dependem da etapa em que o tumor foi descoberto e da predisposição da pessoa aos diferentes métodos para se chegar à cura. Assim, a mastectomia é indicada em casos específicos:
- Como uma alternativa complementar aos tratamentos de radioterapia e quimioterapia quando o paciente desenvolveu câncer de mama;
- Quando a pessoa já teve câncer em uma das mamas e opta pela retirada da outra para diminuir as chances de desenvolvimento do tumor;
- De forma preventiva, quando a mulher tem características genéticas confirmadas por meio do histórico familiar que propiciam grandes chances de desenvolvimento da doença.
Mastectomia no tratamento do câncer de mama
A mastectomia não é a única alternativa para tratamento do câncer de mama. Na maioria das vezes, a necessidade do procedimento cirúrgico é indicada durante o diagnóstico do estágio da doença.
Em algumas situações, somente o tratamento radioterápico e quimioterápico são suficientes, em outros a cirurgia é menor e precisa ser feita apenas em uma parte da mama, e nos demais a remoção da mama é feita completamente. A definição do procedimento vai depender do estágio de evolução da doença, entre o período de diagnóstico e conclusão do tratamento.
Quando o câncer já se desenvolveu para uma etapa mais severa, como a metástase – que envolve a propagação de células cancerígenas para outras partes do corpo-, pode ser necessário retirar as mamas e os linfonodos (células que recebem acumulam e distribuem as substâncias nocivas) localizado na região da axila. Essa abordagem é mais invasiva e escolhida somente nos casos mais graves.
O tabu da mastectomia
A mastectomia é uma cirurgia importante, que envolve grandes alterações físicas e emocionais. Para muitas mulheres as mamas são um símbolo poderoso de feminilidade e ao serem submetidas ao procedimento, sentem-se mutiladas e com uma grande perda para lidar, além da doença.
Já ouvi muitas pacientes relatarem que preferem não realizar o procedimento ou que se recusam a fazer a mamografia para evitar descobrir qualquer doença. E é aí que você pode ter um problema: quanto mais rápido for feito o diagnóstico do câncer, maior a probabilidade de obter a cura com um tratamento menos invasivo.
Assim, mesmo que represente uma possível cura e salvação da mulher, apresentar a mastectomia como alternativa de tratamento é uma escolha delicada. E cabe ao médico avaliar a necessidade caso a caso.
Estética x Mastectomia

Não à toa que as intervenções nas mamas são campeãs de cirurgia plástica no Brasil: muitas mulheres atrelam os seus seios à sua autoestima. Nos casos em que a mastectomia for obrigatória, no entanto, uma intervenção cirúrgica reparadora pode ser feita.
Às vezes, a correção estética pode acontecer junto com o procedimento de mastectomia, como o processo de retirada para alinhamento simétrico ou a inclusão de próteses de silicone na mama removida.
Mastectomia no processo de transição de gênero
Um outro caso que envolve a realização da mastectomia está ligado ao processo de transição do gênero feminino para o masculino. Quando o homem transgênero conclui parte de sua readequação mas continua com seus seios, pode se deparar com problemas de identidade pessoal.
Nestes casos, o paciente é submetido ao procedimento de forma menos invasiva, com o objetivo de aperfeiçoamento estético, que garante ainda mais liberdade e autoconhecimento neste processo de transição.
Tentei trazer mais informações sobre esse assunto de forma leve e didática. Mas ressalto a importância de manter a rotina de consulta ginecológica em dia, afinal, o diagnóstico precoce impacta diretamente na eficácia e agilidade do tratamento.
Separei alguns conteúdos sobre os exames preventivos para você cuidar da sua saúde:
Beijokas, Denise.

