Gestante

Quais tipos de ultrassom fazer na gestação?

Olá, meninas! 

Hoje vou falar sobre um assunto que todas as mamães gostam: o ultrassom, que deve ser feito durante toda a gestação. Eu sei que a maioria das gravidinhas gostam de fazer o exame pra ficar imaginando como vai ser o rostinho do bebê, mas acima de tudo, o ultrassom é um exame que ajuda a acompanhar a saúde de mãe e filho. 

Vale relembrar que, durante todo o pré-natal, existem vários tipos de ultrassom e que cada um deve ser feito em um período específico da gravidez, porque cada exame tem um objetivo próprio e busca garantir que não existam riscos durante a gestação, além de identificar possíveis cuidados e tratamentos de acordo com as informações obtidas a partir do ultrassom. 

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Por que fazer ultrassom?

Muito além de identificar o sexo do bebê ou saber se ele vai parecer com a mãe ou o pai, o ultrassom é fundamental para fazer uma busca ativa de possíveis problemas na gravidez, visando identificar e iniciar o tratamento previamente, e reduzir os riscos para o bebê e para a mãe durante a gestação e o nascimento. 

Tipos de ultrassom 

Existem vários tipos de ultrassom que devem ser feitos durante a gravidez. Entenda cada caso: 

Ultrassom Transvaginal

É o primeiro e o único ultrassom que não é feito via abdominal. Este exame é realizado seguindo o processo de um ultrassom ginecológico de rotina,  porque no início da gestação o bebê é muito pequeno. Dessa maneira é mais fácil avaliar o tamanho do bebê e qualquer alteração porque o transdutor será posicionado próximo ao útero. 

O recomendado é que este exame seja feito no início da gravidez, aproximadamente entre 7 e 10 semanas da gestação. Nessa etapa, o ultrassom é importante para trazer informações certeiras sobre a idade gestacional, porque não há interferência de outros critérios, já que todos os bebês nessa fase vão ter o mesmo tamanho. 

Apesar de não trazer muitas informações detalhadas sobre o bebê, esse primeiro exame vai mostrar se formou o saco gestacional, se o embrião está bem posicionado lá dentro, se há mais de um embrião, se a gestação está dentro do útero e se não há nenhum sangramento atrás do saco gestacional – detalhes fundamentais para começar a acompanhar a gravidez. 

No primeiro ou no segundo ultrassom, é possível coletar a medida do colo do útero. Tal informação é importante para prevenir um aborto expontâneo na segunda metade da gestação – quando pode acontecer a incompetência istmocervical, uma abertura indolor do colo do útero que pode ocasionar o parto do bebê ainda no segundo trimestre da gravidez. 

Ultrassom Morfológico do 1º trimestre

O recomendado é que este exame seja feito entre 11 e 14 semanas da idade gestacional, porque antes ou depois disso não é possível fazer as medidas necessárias para a avaliação do procedimento, que inclui: o tamanho do osso do nariz do bebê; a medida atrás da nuca, conhecida como translucência nucal (ou TN); e as dimensões de um vaso, chamado ducto venoso. 

Essas informações vão nos dizer se o bebê tem um risco maior ou menor de ter doenças genéticas cromossômicas, que são os problemas ligados à formação do bebê. Por isso, este ultrassom é tão importante, especialmente em casos de gravidez de alto risco. 

Ultrassom Morfológico do 2º trimestre

O recomendado é que este exame seja feito entre 20 e 24 semanas da idade gestacional. Este é um exame bem mais detalhado, mas muito fofinho e esperado pelas mamães, porque é avaliado cada detalhe do bebê: desde os ossinhos e órgãos internos, até o rostinho e se o cabelo já cresceu. 

Este é um procedimento bem detalhado que vai buscar possíveis problemas na formação anatômica, por isso deve ser feito nesse período, porque após o crescimento do bebê não é possível obter todas as medidas e o exame pode perder a qualidade – o que pode ser prejudicial, já que ele é muito importante para diminuir riscos para o nascimento do bebê.

Ultrassom obstétrico 

Seguindo a sequência, o próximo exame a ser feito é o ultrassom obstétrico – que não possui um período específico para ser realizado. Nele é avaliado itens como a posição do bebê e da placenta, o peso do bebê, o grau de amadurecimento da placenta e a quantidade de líquido amniótico. 

Esse procedimento avaliará esse conjunto de informações e pode ser solicitado em maior ou menor frequência, de acordo com o grau de risco no decorrer da gestação. Por exemplo, para a gestante que está em um pré-natal de baixo risco, com a barriga crescendo na ordem natural e sem nenhum problema encontrado durante os exames, não será necessário fazer o ultrassom obstétrico com muita frequência. 

Já para a mamãe que está em um pré-natal de alto risco, com a pressão arterial elevada, diagnóstico de diabetes gestacional, com a altura uterina incompatível ou qualquer outra patologia diagnosticada durante o acompanhamento médico, o ultrassom obstétrico será solicitado com maior frequência. 

Este exame é muito importante no final da gestação, assim que a gestação entra no nono mês, para que seja avaliado o peso do bebê, se está dentro da curva de crescimento e a posição que o bebê se encontra no útero (independente do tipo de parto escolhido pela mãe). Tais informações serão consideradas pelo obstetra no início do parto. 

Ultrassom obstétrico com Doppler

Este procedimento irá avaliar o fluxo de sangue do bebê e se está adequado ou não. Essa não é uma informação necessária em todos os pré-natais, mas nas gestações de risco é muito valiosa. Por exemplo, quando o bebê não está crescendo adequadamente, pode ser que a placenta não esteja nutrindo porque a mãe tem pressão alta, o que faz com que a circulação de sangue seja desviada. Nesses casos, o ultrassom Doppler pode trazer essa informação, que é de extrema importância para evitar que o bebê entre em sofrimento fetal.

Descoberta da gravidez x Ultrassom 

Esses são os possíveis ultrassons que as mães podem realizar durante a gestação. Como a maioria das mulheres só descobrem a gestação após a 14ª semana de gravidez, acabam não realizando o primeiro e o segundo ultrassom. Nesses casos, ficamos sem as informações de idade gestacional e da composição morfológica. 

Por isso, reforço a importância do planejamento da gestação, porque quando as mulheres já se consultam com o médico antes mesmo de engravidar é possível ter um diagnóstico da gestação logo no início e cumprir todas as etapas para garantir um pré-natal completo. 

Separei alguns conteúdos para ajudar você gravidinha e futura mamãe a entender melhor o seu Ultrassom Obstétrico, com as principais informações para acompanhar a sua gestação com carinho e muita saúde. 

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Beijokas, Denise.

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