Gestante

Vacinas na gestação

Olá meninas, tudo bem?

Sim, grávidas podem e devem tomar vacinas. Mas isso deve ser sempre orientado pelo médico que acompanha o seu pré-natal.

A imunização nas grávidas tem dois objetivos: proteger as mulheres e proteger os bebês.

As gestantes são consideradas, apenas por estarem grávidas, imunodeprimidas. Isso quer dizer que, por estar gerando um novo ser, e para evitar que o organismo da mãe reconheça os antígenos do bebê como “agressores” e produza anticorpos contra eles, ela se torna imunologicamente mais fraca, e mais susceptível a infecções diversas. Por isso, uma doença mesmo simples pode ser bastante grave em gestantes. Como a gripe, por exemplo.

Já a proteção dos bebês é importante pois assim que nascem eles ainda não têm seu sistema imunológico pronto, e podem facilmente adoecerem e desenvolverem formas graves de uma doença relativamente comum. Ao se vacinar, a mãe passa seus anticorpos ao filho ainda durante a gestação e após o parto durante a amamentação.

Ou seja, vacinar na gestação é duplamente importante!

No entanto, vacinas que se utilizem de micro-organismos vivos não devem ser administradas em gestantes, por um potencial risco de o feto desenvolver a doença a que se pretende imunizar (digo risco potencial, pois não existem comprovações reais do problema). Salvo em situações onde o risco da doença é maior do que o da vacina (por exemplo, em uma área com surtos de febre amarela), vacinas de micro-organismos vivos devem ser evitadas.

De um modo geral, indicamos as seguintes vacinas na gestação:

Hepatite B: Essa é uma doença de transmissão por sangue, relação sexual ou na gestação/ canal de parto. Pode, após um surto agudo da doença, provocar uma forma crônica com risco de cirrose e até mesmo câncer no fígado, ainda sem cura. O risco de um bebê contaminado na gestação de desenvolver a forma crônica da doença é alto, de até 90 %. Recomenda-se a vacina a todas as gestantes ainda não protegidas da doença (quem já tomou o ciclo completo não precisa repetir), sendo 3 doses no total, recomendadas a partir do segundo trimestre da gestação. Vacina disponível no Sistema Único de Saúde.

Influenza: É a vacina da gripe. É uma vacina com variações anuais, devido as frequentes mutações dos vírus agressores. Sendo assim, deve ser aplicada anualmente em pessoas imunodeprimidas, como as gestantes. Recomenda-se 1 única dose, em qualquer fase da gestação, e pode ser encontrada no SUS.

dTpa: Vacina tríplice Bacteriana do adulto, protege contra difteria, tétano e coqueluxe. Existe também a vacina apenas contra difteria e tétado (dT), que era a opção até bem pouco tempo atrás. Mas, notando-se um aumento da coqueluche em crianças recém natas com potencial risco de morte, a partir de 2014 o Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina tríplice à todas as gestantes. Ela deve ser administrada entre 27 e 36 semanas de gestação, em dose única. Para gestantes que não havia recebido a dT previamente à gestação, podem receber 1 ou 2 doses (depende de cada caso) antes da dTpa. Para saber qual deverá ser o seu esquema, não se esqueça de levar o cartão de vacinas na consulta de pré-natal e conversar com seu médico sobre isso.

Muito bem, essas são as vacinas obrigatórias recomendadas às gestantes. Situações específicas podem indicar outras vacinas, como surtos de doenças ou viagens a zonas endêmicas da doença. Por isso é sem importante o acompanhamento mensal no pré-natal.

Beijokas, Denise.

Serious doctor woman prepare a syringe with vaccine for  pregnant isolated on white background

Mamãe Plena

Dra. Denise Gomes é Médica formada pela PUC Campinas, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição, é especialista em Genitoscopia e Histeroscopia e co-responsável pelo serviço de Pré Natal de Alto Risco do Hospital Municipal do Campo Limpo.

Em paralelo à rotina médica, é mãe de dois filhos e mantém um canal no Youtube chamado Mamãe Plena, que foi criado para compartilhar sua experiência com a maternidade e saúde feminina.

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