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Hímen Imperfurado.

Apesar de não se tratar de uma situação muito comum no nosso atendimento dia a dia em ginecologia, considero importante falar sobre Hímen Imperfurado, em especial para os Papais e para as Mamães de Meninas.

O Hímen, como muita gente sabe, é uma membraninha que cobre parte da entrada da vagina, tendo um papel de proteção dos órgãos genitais femininos internos, proteção em especial contra infecções. Trata-se de algo bem conhecido por ser rompido na primeira atividade sexual da mulher, sendo uma espécie de “marcador” de virgindade (não entendo virgindade simplesmente como a rotura ou não do hímen, mas isso é assunto para uma outra conversa).

Bem, o que muita gente desconhece, é que essa membrana não é fechada completamente. Ela tem uma abertura natural, que ser faz necessária para a saída do fluxo menstrual.

Algumas mulheres podem, em decorrência de uma pequena falha na formação, nascer com esse hímen totalmente fechado, ao que chamamos de Hímen Imperfurado.

Em geral esse diagnóstico é feito logo após o nascimento, quando o pediatra examina a menina nas consultas de puericultura e logo visualiza essa situação. Nesses casos, a primeira opção terapêutica é aplicar uma pequena dose de pomada a base de hormônio no local com ajuda de cotonete, por dias sucessivos. O pediatra irá então acompanhar a abertura espontânea dessa membrana e a restauração da normalidade vulvar.

Porém, caso a menina cresça sem esse diagnóstico, provavelmente manifestará os sinais e sintomas clínicos na puberdade. O quadro clínico típico é de uma menina que começa a desenvolver os seus órgãos sexuais secundários normalmente e em tempo certo – como pelos axilares, vulvares, crescimento de mamas, mas não apresenta a primeira menstruação. Com o passar dos meses provavelmente apresentará dores tipo cólica em baixo ventre, cada vez mais intensas. Ao examiná-la o ginecologista detectará que a entrada da vagina está fechada, provavelmente abaulada e com uma cor escura arroxeada devido ao sangue menstrual que não conseguiu sair.

Nesses casos o tratamento deverá ser cirúrgico, inicialmente provocando a abertura do hímen e drenagem do fluxo acumulado, e na sequencia garantindo que essa membrana não volte a fechar.

Bom, podemos ver que é uma situação de diagnóstico fácil e tratamento também fácil, mas que se não realizados a tempo, podem trazer consequências ruins para a menina.

Para melhorar o entendimento do assunto, não deixem de assistir ao vídeo no Canal Mamãe Plena.

Beijokas, Denise.

 

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