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Como se prevenir da Febre Amarela na Gestação, Lactação e nos Bebês.

O que fazer nos casos onde a Vacina contra Febre Amarela não é indicada.

Desde o final do ano passado a Febre Amarela tem tirado o sono de muita gente. A cada noite que assistimos ao noticiário novos casos confirmados da doença são notificados, o que fez com que muita gente tenha procurado atualizar as suas vacinas para se protegerem. Eu trabalho em uma Unidade Básica de Saúde e confesso que nunca presenciei algo deste montante, tamanho o número de pessoas nos procurando diariamente em busca de imunização.

E, de fato, a vacina é a maneira mais segura de se evitar a Febre Amarela, que infelizmente em alguns casos se apresenta de forma grave e fatal.

No entanto, tal vacina é produzida com o próprio vírus provocador da doença, o que pode ser arriscado para um determinado grupo de pessoas que tem a imunidade reduzida, como as grávidas, os bebês nascido há menos de 9 meses e as mulheres que amamentam bebês menores de 9 meses.

Nesses casos, o que fazer então?

Como evitar Febre Amarela na Gestação, Lactação e nos Bebês.

Primeiramente é muito importante que cada gestante ou cada nova mamãe entenda o REAL RISCO de contaminação da região aonde mora ou trabalha. Ao contrário do que muitas pessoas estão acreditando a doença não oferece risco real em todo o país, não, mas apenas em algumas áreas específicas, em especial áreas de mata. Para mulheres que residem em área de EXTREMO risco da doença, onde ficar sem a vacina pode ser muito mais perigoso do que os supostos efeitos colaterais da mesma, pode até ser que a vacina seja indicada. Mas, prestem atenção, essa é uma indicação de exceção – o médico que indicar vai avaliar o caso INDIVIDUALMENTE.

Para a imensa maioria das mulheres gestantes, lactantes e bebês que não devem tomar a vacina a recomendação número 1 é: evite ir às áreas de risco. Com a proximidade do Carnaval tenho atendido algumas gestantes com a seguinte dúvida: “Dra, tenho uma viagem programada para uma região onde tiveram muitos casos de Febre Amarela, o que devo fazer?”. E, mesmo parecendo dura demais, a única resposta que posso dar é: Não Viaje!

Outro cuidado valido a se tomar é o de evitar o contato do possível agente transmissor da doença com a nossa pele, então para isso use REPELENTES e roupas com maior cobertura. Ao contrário do que muitas mamães pensam, o uso de repelentes na gestação é permitido e indicado. Lembro que é fundamental reaplicar o produto no tempo determinado de duração do mesmo, o que você encontra escrito no rótulo do produto. E ah, uma informação importante: alguns municípios – como é o caso de São Paulo – fornecem repelentes para grávidas, sempre com prescrição médica. Converse com seu médico no Pré Natal.

Já com os bebês o cuidado é um pouco mais delicado. Até o sexto mês de vida nenhum repelente deve ser usado nos pequenos – já fiz um post aqui sobre isso, vale a pena ler. Nesses casos o cuidado maior deve ser com o uso de roupas com maior cobertura, dando preferência a tecidos claros e leves. O uso de tecidos como véu para proteção de berço também é indicado, e no mercado já encontramos algumas roupas com ação repelente, que pode ser uma opção para os pequenos, em especial quando estes tiverem que sair na rua.

Por fim, uma última informação que queria reforçar. Recentemente a vacina contra a  Febre Amarela em sua dose plena, que era aplicada até a campanha de vacinação começar, foi garantida como duração PARA TODA A VIDA. Então, gravidinhas que já tenham se vacinado no passado podem ficar mais tranquilas, pois estão imunizadas contra essa doença.

Beijokas, Denise.

 

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2 Comentários

  1. PARA AS MULHER QUE ESTÃO PRETENDENDO ENGRAVIDAR, QUAIS SÃO AS RECOMENDAÇÕES?

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